quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Diante dos erros dos institutos de pesquisa contratados pela imprensa tradicional, resolvi prestar mais atenção no que diz o instituto que, subestimado pelo noticiário, mais acertou ao mostrar que Flávio Bolsonaro estava à frente de Lula na reta final do primeiro turno.



 Diante dos erros dos institutos de pesquisa contratados pela imprensa tradicional, resolvi prestar mais atenção no que diz o instituto que, subestimado pelo noticiário, mais acertou ao mostrar que Flávio Bolsonaro estava à frente de Lula na reta final do primeiro turno.

Estou falando da Gerp Mercadologia, uma empresa aberta em 1983, em Niterói, que faz entrevistas por telefone. A Gerp praticamente cravou o resultado numérico da vitória de Flávio sobre Lula nas urnas ao marcar 46% a 44%, muito próximo da vantagem real de 1,8 ponto percentual.
O que mostra a pesquisa divulgada nessa terça-feira por esse instituto? Uma vantagem nos votos válidos de 53% a 47% para o filho de Jair Bolsonaro.
Parece estranho, uma vez que é uma diferença bem maior da que a registrada pelos pesquiseiros mais repercutidos pela imprensa. Hoje, por exemplo, a Quaest deu somente 45% a 44% para Flávio, que também experimentaria um aumento do índice de rejeição ao seu nome.
Dá para dizer que a Gerp é inconfiável? Não, a julgar pelo resultado do primeiro turno. Dá para dizer que a Gerp repetirá o acerto, enquanto os demais institutos incorrerão nos mesmos erros ao fornecer o chamado “retrato do momento” de quase vinte dias atrás? Também não.
A única coisa que dá para dizer até esta quarta-feira — vamos ver como vem o Datafolha, sempre mais generoso com Lula — é a obviedade que Flávio continua numericamente à frente de Lula na maioria dos institutos, apesar da campanha do medo promovida pelos petistas, da má vontade da imprensa, de todas as benesses eleitoreiras do governo e do debate na Band, o momento mais baixo de uma campanha abissal.
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