terça-feira, 16 de junho de 2026

João Maia recebe apoio de cinco vereadores e reforça parceria com Apodi

 

O deputado federal João Maia (PP) participou de reunião com o prefeito Sabino Neto, o vice-prefeito Ivanildo Lima, o deputado estadual Neiton Diógenes e os vereadores Ednarte Silveira, Filipe Gustavo, Railton Diógenes, Andreazo Alves e Júnior Souza.

Durante o encontro, foram discutidas pautas estratégicas para o desenvolvimento de Apodi, além da confirmação do apoio dos cinco parlamentares à pré-candidatura de João Maia à Câmara Federal. O momento reforçou a união das lideranças em torno de projetos e ações voltados ao fortalecimento do município.

“Tenho um carinho muito especial por Apodi e uma longa história de serviços prestados ao município. Receber o apoio desses vereadores, ao lado do prefeito Sabino Neto, do vice-prefeito Ivanildo Lima e do deputado Neiton Diógenes, fortalece ainda mais a nossa caminhada e renova o compromisso de continuar trabalhando por investimentos e oportunidades para o povo apodiense”, afirmou.

O deputado estadual Neiton Diógenes destacou a importância da convergência de esforços em favor da cidade. “João Maia conhece as necessidades de Apodi e tem sido um parceiro importante das causas do nosso município. Esse apoio é fruto de um trabalho que gera resultados.” Já o prefeito Sabino Neto ressaltou a relevância da parceria institucional. “Estamos unidos por um propósito maior, que é garantir mais desenvolvimento para Apodi. João Maia tem contribuído com importantes ações e seguimos confiantes nessa parceria em benefício da nossa população”, declarou.

HEITOR GREGÓRIO


Filho deixa mãe paralítica em quarto sujo e vende móveis por droga

 


Créditos: Reprodução

Um homem foi preso em flagrante nesta segunda-feira (15), em Olaria, na Zona Norte do Rio, após manter a própria mãe, uma idosa paralítica, em condições degradantes. A ação foi realizada pela Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti) durante a Operação Virtude.

No local, policiais encontraram a vítima acamada por causa de uma fratura no fêmur, deitada em um colchão dentro de um quarto sujo, sem ventilação e sem alimentos. Segundo a polícia, o ambiente colocava em risco a saúde e a integridade da idosa.

As investigações apontam que o suspeito é dependente químico e vendia móveis da residência para sustentar o vício. Ele foi autuado pelo crime de exposição a risco da saúde da pessoa idosa.

APÓS ATENTADO: Cinegrafista do vereador Cabo Deyvison é a 73ª vítima de homicídio em Mossoró em 2026

 

Foto: Reprodução

A morte do cinegrafista Alyson Diego, atingido durante o atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL) na noite desta segunda-feira (15), elevou para 73 o número de homicídios registrados em Mossoró em 2026.

Com o caso, a segunda maior cidade do RN alcança a marca de 73 mortes violentas contabilizadas entre janeiro e 15 de junho deste ano. O crime ocorreu durante um ataque que tinha como alvo o vereador mossoroense.

O aumento dos homicídios ocorre em meio a uma escalada de crimes graves na cidade. Além dos assassinatos, casos de sequestro também foram registrados nos últimos meses, ampliando a preocupação das forças de segurança.

Segundo a Polícia Civil, o recrudescimento da violência está relacionado à disputa entre facções criminosas.

Em entrevista recente ao G1 RN, o delegado Alex Wagner, diretor das delegacias do interior do estado, afirmou que o aumento dos homicídios em 2026 tem ligação com conflitos entre grupos criminosos.

Para reforçar o combate à criminalidade, a Polícia Civil informou que ampliou as equipes de investigação em Mossoró e na região Oeste.

Dez policiais foram designados para atuar em casos de homicídio, com o objetivo de dar mais celeridade às investigações.

Atualmente, a cidade conta com três delegacias especializadas em homicídios.

REPERCUSSÃO: Zenaide lamenta morte de Alyson Dyego e cobra investigação rigorosa de atentado contra Cabo Deyvison em Mossoró

 

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A senadora Zenaide Maia (PSD) manifesta profundo pesar pela morte de Alyson Dyego, vitimado no atentado a tiros ocorrido na noite desta segunda-feira (15), em Mossoró, e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor irreparável.

A senadora expressa, ainda, total solidariedade ao vereador Cabo Deyvison (PL), também alvo do ataque, e faz votos por sua pronta e completa recuperação.

A violência que ceifou uma vida e feriu um representante eleito é um ataque a toda a sociedade e exige resposta firme das instituições.

O mandato da senadora Zenaide Maia permanece à disposição da população de Mossoró e das autoridades para assegurar uma investigação rigorosa, célere e transparente — inclusive na articulação com os órgãos federais competentes, caso se mostre necessário —, para que o crime seja integralmente esclarecido e seus responsáveis, punidos.

Anvisa cria grupo para investigar vacina da dengue do Butantan após mortes


Screenshot

Foto: Divulgação

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou um Grupo de Trabalho paraaprofundar as investigações sobre a vacina contra a dengue do Instituto Butantan, após a notificação de mortes e eventos adversos relacionados ao imunizante.

A criação do GT foi publicada em portaria no DOU (Diário Oficial da União) desta terça-feira (16). Na semana passada, o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacinação após 42 episódios de reações mais severas associados à aplicação da vacina, incluindo dois óbitos. 

Entre os eventos, três casos eram considerados graves, incluindo as duas mortes. Segundo o ministro Alexandre Padilha, as investigações realizadas até o momento não encontraram elementos suficientes para comprovar uma relação de causa e efeito entre a vacinação e as ocorrências.

O Grupo de Trabalho da Anvisa vai organizar, coordenar e apoiar as atividades de um Painel de Especialistas voltadas à avaliação da segurança da vacina dengue Butantan-DV. O painel, composto por especialistas externos, tem caráter consultivo para o assessoramento técnico-científico da Agência.

Veja as atribuições do grupo: 

  • Organizar o Painel de Especialistas para a análise de dados clínicos, epidemiológicos e de farmacovigilância relativos aos eventos adversos notificados;
  • Apoiar a avaliação de informações complementares submetidas pelo detentor do registro do produto;
  • Subsidiar tecnicamente o Painel de Especialistas na revisão do perfil benefício-risco da vacina;
  • Apoiar a elaboração de relatórios técnicos contendo conclusões e recomendações;
  • Prestar suporte técnico e administrativo às atividades do Painel de Especialistas.

O comitê será composto por representantes de diversos setores da Anvisa, como a Gerência-Geral de Produtos Biológicos e o Gabinete do Diretor-Presidente. Ainda poderá ser convidado um membro do Programa Nacional de Imunizações para participar das atividades.

CNN

Arma registrada em nome de Bolsonaro é apreendida durante fiscalização da PM

 

                                                              Créditos: Reprodução

Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz realizada na noite de segunda-feira (15), em Taguatinga.

O armamento estava com um sargento ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que foi abordado durante uma fiscalização de rotina. Segundo o militar, a arma pertence a Bolsonaro e havia sido retirada temporariamente para reparo.

Em depoimento, o sargento afirmou que o armamento apresentava um problema no percussor, peça responsável pelo disparo, e que o conserto seria concluído antes da devolução ao proprietário nesta terça-feira (16).

Apesar de possuir porte funcional, o militar chamou a atenção dos policiais porque a arma estava registrada em nome de outra pessoa. Diante da situação, o armamento foi apreendido e a ocorrência encaminhada para a Polícia Civil.

O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, que irá apurar as circunstâncias da posse da arma, a regularidade do transporte do armamento e a documentação apresentada pelo integrante do GSI. Até o momento, não há informação sobre qualquer irregularidade reconhecida pelas autoridades.

Com informações de Metrópoles

Brasileiro acusado de liderar PCC e CV é preso nos EUA

 

            Créditos: Divulgação/United States Department of Homeland Security (DHS)

O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) comunicou, nesta segunda-feira (15), a prisão de Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla. O brasileiro é apontado como ex-líder das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

A detenção ocorreu no dia 5 de junho, durante uma abordagem de trânsito na Carolina do Norte. Na ação, os policiais identificaram que Aquilla, também conhecido como Don, estava em situação migratória irregular nos Estados Unidos e possuía um mandado de prisão internacional no Brasil.

Aquilla tentou fugir da abordagem, o que resultou numa perseguição policial. O brasileiro acabou batendo o carro com os veículos parados no trânsito e tentou continuar a pé, mas foi preso. No veículo, os policiais encontraram celulares, notebooks, dinheiro e uma pistola 9 milímetros.

“Aquilla anteriormente serviu como comandante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). Informações de inteligência policiais indicaram que ele estava mantendo sua própria esposa contra a vontade dela enquanto se preparava para fugir para o México”, disse o Departamento de Segurança Interna (DHS).

O brasileiro foi levado para a prisão da Carolina do Norte, onde agora enfrenta acusações estaduais de fuga para escapar da prisão. As autoridades também investigam acusações de posse de arma de fogo por estrangeiro e sequestro, e o ICE abriu uma detenção contra o brasileiro.

Com informações de SBT News

[VÍDEO] Ex não aceita fim da relação, bate carro e esfaqueia mulher após discussão

 

                                                             Créditos: Reprodução

Carlos Roberto Lopes, de 46 anos, foi preso após esfaquear a ex-companheira, de 42 anos, na manhã de sexta-feira (13), em Arujá (SP). Segundo a Polícia Civil, o ataque ocorreu após uma discussão dentro do carro e uma colisão contra um poste na Rodovia Alberto Hinoto.

Imagens de segurança registraram a batida. Testemunhas relataram que tentaram ajudar as vítimas, mas recuaram ao perceber que o homem estava armado com uma faca. A mulher foi atingida na cabeça e no tórax e socorrida em estado grave.

Carlos confessou o crime aos policiais e alegou ter agido por causa de um suposto prejuízo financeiro atribuído à ex-companheira. A faca usada no ataque, dois celulares e o veículo foram apreendidos para perícia.

Até o registro da ocorrência, não havia confirmação da morte da vítima. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio. Em audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante do suspeito em prisão preventiva.

Notícias relacionadas

STF julga Eduardo Bolsonaro nesta terça por coação em processo sobre tentativa de golpe de Estado

 

                                                Créditos: Reprodução Redes sociais

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira (16) a ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, acusado de coação no curso do processo. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria atuado para tentar interferir no andamento da ação relacionada à tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O julgamento será realizado pela Primeira Turma da Corte, composta atualmente pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A expectativa é de que o colegiado analise o mérito da acusação apresentada pela PGR.

De acordo com a denúncia, Eduardo Bolsonaro teria buscado influenciar autoridades dos Estados Unidos para a adoção de medidas contra o Brasil e integrantes do Judiciário brasileiro com o objetivo de pressionar ou interromper o andamento do processo envolvendo seu pai. Apesar das supostas tentativas, a ação seguiu seu curso e resultou na condenação de Jair Bolsonaro.

A pena prevista para o crime de coação no curso do processo varia de um a quatro anos de prisão, podendo ser ampliada caso sejam reconhecidas circunstâncias agravantes. Mesmo em caso de condenação, a tendência é que Eduardo Bolsonaro permaneça em liberdade até o julgamento de eventuais recursos.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou os pedidos e manteve a sessão marcada para esta terça-feira. A cadeira vaga na Primeira Turma aguarda indicação de um novo ministro para o STF, sem previsão para preenchimento.

Caso haja condenação definitiva e eventual ordem de prisão, o processo poderá envolver um pedido de extradição, dependendo da situação jurídica e da localização do ex-d

PM encontra carro blindado usado por suspeitos e apreende carregador de fuzil após atentado contra Cabo Deyvison

 

                                                                Créditos: Reprodução

Logo após o atentado contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a reeleição Cabo Deyvison (PL), a Polícia Militar localizou o veículo usado pelos suspeitos do atentado na área de mata da Barragem de Genipabu.

Segundo a corporação, trata-se de um Toyota Corolla preto blindado, que foi abandonado durante a fuga.

A PM informou ainda que os criminosos entraram na região de mata para escapar do cerco policial e estariam armados com fuzis. Equipes seguem realizando buscas na área.

Após o atentado, também foi recolhido um carregador de fuzil calibre 5.56, que será encaminhado para perícia.

O ataque resultou na morte do cinegrafista Allyson Diego de Oliveira Morais, que foi atingido na cabeça e não resistiu aos ferimentos.

Conforme informações da assessoria, o estado de saúde do cabo Deyvison é estável.

Fonte: Blog do BG

Associações de policiais civis repudiam fala de Lula sobre população temer ir à delegacia por medo do ‘tipo de policial’ que vai encontrar

 

                                                       Créditos: Ricardo Stuckert / PR

Associações de policiais civis publicaram notas de repúdio nesta segunda-feira contra uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na última quarta-feira, em uma fala feita durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, Lula afirmou que os brasileiros têm medo de entregar celulares roubados em delegacias por não saberem que “tipo de policial” vão encontrar.

A declaração do petista se deu durante um discurso sobre um plano do governo federal para estimular a devolução de smartphones aos seus donos. A proposta prevê um sistema de envio de notificações a celulares roubados para que aquele que esteja em posse do aparelho saiba da origem ilícita. Os celulares poderão ser devolvidos em agências dos Correios.

ASSISTA: VÍDEO: Lula diz que pessoas têm medo de devolver celulares roubados em delegacias porque não sabem “que tipo de delegado ou policial vão encontrar”

— Eu vou efetivamente despachar o sinalzinho para quem tiver com o telefone roubado devolver, porque senão pode ter consequências. A dúvida é que eu não quero devolver na delegacia, eu quero devolver no correio. Na delegacia, as pessoas têm até medo, porque não sabem o tipo de delegado que vão encontrar ou o tipo de policial. Então, vamos tentar no correio — disse Lula.

ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO BRASIL (ADEPOL)

A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) publicou na manhã desta segunda-feira uma nota de repúdio à declaração do presidente, que classifica como “inadequada, injusta e descontextualizada”. Para a Adepol, a afirmação de que seria mais seguro devolver um aparelho roubado nos Correios “transmite à sociedade uma percepção generalizada de desconfiança em relação às Delegacias de Polícia e aos profissionais que nelas atuam, o que não corresponde à realidade”.

“A arrecadação, apreensão, custódia e análise de aparelhos celulares no âmbito de investigações criminais submetem-se a procedimentos legalmente estabelecidos, formalizados e documentados, sujeitos à fiscalização interna e ao controle externo exercido pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público”, diz a nota.

SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO (SINDESP)

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindesp) também criticou a fala do petista e disse apoiar a nota divulgada pela Adepol.

“Delegados de Polícia e policiais civis desempenham papel essencial na investigação criminal, na recuperação de bens subtraídos e na proteção da sociedade. O respeito às instituições é fundamental para o fortalecimento da segurança pública e da confiança da população”, afirmou o sindicato.

SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE PERNAMBUCO (SINPOLPE)

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpolpe) também publicou uma nota de repúdio, na qual afirma que o presidente demonstrou “um desconhecimento abissal sobre a complexidade da área”.

“Ao invés de discursos rasos e sem profundidade, o país demanda uma liderança que se cerque de especialistas, crie políticas públicas eficazes e fortaleça as instituições policiais”, diz o sindicato.

O Sinpolpe afirma ainda que “cada pronunciamento do Presidente Lula sobre o tema reafirma um despreparo alarmante”.

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS (COBRAPOL)

A Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), por sua vez, disse reconhecer “a importância de iniciativas voltadas ao enfrentamento do mercado ilegal de celulares”, mas criticou generalizações que “geram interpretações equivocadas sobre a atuação das Polícias Civis e de seus profissionais”.

“A Cobrapol entende que o fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições públicas passa, necessariamente, pela valorização e pelo reconhecimento dos profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública”, diz a nota.

FRENTE PARLAMENTAR DE SEGURANÇA PÚBLICA

Na Câmara dos Deputados, a fala do petista levou o presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, o deputado coronel Alberto Fraga (PL-DF), a publicar uma nota na mesma linha.

No texto, o parlamentar afirma que Lula lançou “injustificadamente” suspeitas sobre o trabalho das Polícias Civis, “atingindo a honra e a credibilidade” dos agentes.

OUTRA DECLARAÇÃO QUE GEROU REPERCUSSÃO

Essa não foi a única controvérsia levantada pela fala de Lula no Conselhão. No mesmo discurso, o petista afirmou que “rico não compra telefone roubado”, mas pobres sim.

— Quem é que não gosta de comprar uma coisinha barata? Todo mundo gosta. Essa inquietação econômica de quem tá com telefone roubado mexeu com a minha cabeça. Eu não posso ficar com essa dúvida, porque o telefone seguro vai deixar 200 milhões de brasileiros tranquilos de que eles não vão ter mais o seu celular roubado — disse o petista.

O Globo

Inclusão ou dependência?

 


Padre João Medeiros Filho

Há quem acredite na tecnologia como solução dos problemas. Não faltam discursos e projetos de inclusão humana e social, partindo da informática. Muitos pensam que a robótica e a inteligência artificial vão ser a resposta para tudo. Por mais versáteis que sejam, não conseguirão reproduzir os genuínos sentimentos humanos. A Encíclica “Magnifica Humanitas” alerta para “os cenários de exclusão que a IA pode acarretar.” Alguns governos se jactam da informatização dos serviços públicos. Iludem-se ao pensar que a digitalização acabará com os entraves estruturais e administrativos. Entretanto, não se apercebem que é triste ver pessoas dependendo de uma máquina para resolver suas dificuldades. Instala-se paulatinamente a ditadura tecnológica. A decantada inclusão humana manifesta-se manipuladora. Os serviços públicos e privados tornaram-se em via única, dispondo apenas de uma forma de oferta. Onde está a prática educativa que deveria anteceder tais novidades? A tecnologia é adotada sem o mínimo conhecimento dos usuários. Estes reagem como sabem e podem. “Mutatis mutandis”, é como pôr os Lusíadas nas mãos de um analfabeto. “O que detestas que te façam, não o faças a ninguém” (Tb 4, 15).

Não raro, pensa-se apenas na prestação dos serviços e não no contribuinte. Como se não bastasse o ônus financeiro, acrescenta-se o tecnológico. Para se obter alguns serviços públicos, deve-se recorrer exclusivamente à internet. E quem não dispõe desse meio ou não sabe como usá-lo? Aqueles que deveriam prover e ensinar, não o fazem. O equipamento eletrônico, por si só, não facilita a vida do usuário. Será mais um fator de complicação. Procede-se de forma ditatorial, impõe-se sem conhecimento suficiente da população. Afirmava Chaplin: “Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência [artificial], necessitamos de afeição e ternura.”

Tal prática está se alastrando em todos os setores. Para se marcar uma consulta médica ou um exame complementar, o cidadão deverá possuir, saber manusear um celular, lidar com o “whatsapp” e contar com a ajuda divina. Muitas vezes, espera-se horas por atendimento. Não é insólito escutar uma gravação com os dizeres: “Você é o décimo da lista. Aguarde o atendimento.”  Não se imagina o que isto representa como perda de tempo para o usuário. É frustrante, quando se ouve a gravação: “Por favor, ligue mais tarde, todos os atendentes estão ocupados.” E o pior: “o sistema está fora do ar.” Isso faz-me lembrar Oswaldo Lamartine. Quando era atendido por uma secretária eletrônica, protestava: “Nasci para falar com gente e não com máquina.”

Dom Helder Câmara dizia sempre: “O nosso caminho é aquele do amor, da partilha e liberdade, e não o das máquinas.” Na década atual, tudo virou aplicativo, código, site e senhas que devem conter números, letras maiúsculas, minúsculas e sinais. Para obter um pouco de seus direitos, a pessoa torna-se submissa à imposição tecnológica. Por vezes, chego a pensar: Meu Deus, estudei e li tanto, lecionei anos e anos. Hoje para obter informações, solicitar serviços etc., sou compelido a pedir socorro a quem domina a parafernália eletrônica.

Muitos que ajudaram a construir este país sentem-se inúteis, analfabetos e marginalizados. Isso não é inclusão inovadora, é pura exclusão ou alijamento sofisticado. A tecnologia deve ajudar todos e proporcionar a dignidade humana e não fortalecer alguns em detrimento de tantos. Cabe lembrar o poeta Mário Quintana: “Vamos abrindo mão dos conhecimentos, pois no mundo em que vivemos eles são obsoletos e não há mais certezas.” Ignora-se o conselho do apóstolo Paulo: “Os poderosos devem respeitar as limitações dos outros e não buscar só o que lhes agrada” (Rm 15, 1).

ANÁLISE: FORÇA DA TERRA: AGRONEGÓCIO SALVA O ABASTECIMENTO GLOBAL

 

Ney Lopes

Hosanas! Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo para encerrar mais de 100 dias de guerra. O Estreito de Ormuz deve reabrir "completamente" até sexta-feira, quando será assinado na Suíça.

Para o Brasil é a “boia de salvação”. O conflito agravava dia a dia a situação do nosso agrobusiness, com aumentos de custos  e instabilidade de rotas marítimas comerciais para o Oriente Médio. A tendencia é a retomada do ritmo exportador, iniciado na década de 1990, com o crescimento à época da demanda chinesa.

 A deflagração do conflito Irã e Estados Unidos em março, colocou a “corda no pescoço” dos nossos agricultores, diante do colapso logístico, diesel mais caro inflacionando o frete, a falta de material para embalar a safra e o fechamento de portos como os de Omã e da Arábia Saudita, que consomem bilhões de dólares em carne de frango e milho do Brasil. O fim da guerra salva o produtor em duas pontas: — na compra do insumo e na venda da colheita.

Riscos

 O risco não era apenas a falta de ureia importada do Oriente médio, que participa com 95% do fertilizante  usado em nossa produção agrícola. A guerra causou queda de 26% nas exportações totais brasileiras para o Golfo Pérsico, gerando déficit financeiro  de 32 %. O setor mais afetado foi o de carne suína e proteínas animais, com redução drástica de 59%. O fechamento do Estreito de Ormuz impediu que o Brasil trocasse milho por fertilizantes nitrogenados iranianos.

No final da II Guerra, os Estados Unidos ganharam mercado abastecendo a Europa. O mesmo fenômeno poderá repetir-se favorecendo o Brasil. O agronegócio representa cerca de 28% de todo o PIB brasileiro. Um a cada quatro reais gerados no país tem origem no  do agro. Mais de 48% do que o Brasil exporta igualmente vem do setor, que é responsável pelos  superávits comerciais (quando o país vende mais para fora do que compra), o que garante  bilhões de dólares na economia, colaborando no controle da inflação e estabilidade do dólar.  A atividade agrícola participa com 20 a 25 por cento da geração de empregos.

Mundo aliviado

Nessa véspera de assinatura do acordo de Paz, o mundo respira aliviado. O desabastecimento é afastado e todos olham o futuro com maior confiança. Nesse contexto, o agrobusiness colabora no banimento do  fantasma da fome global e fortalece o Brasil como legítimo guardião da segurança alimentar mundial.

Curtinhas

Até breve!

«Saio amanhã, 17,  e volto em 7 de julho. Santo Agostinho já dizia: “o mundo é um livro, e quem não viaja lê apenas uma página”. Como aquariano inquieto, não aceito ficar preso no prefácio! Vou atrás de novos horizontes, costumes e histórias, porque rotina demais dá sono. Viajar é aprender — e também lembrar que a vida não cabe numa agenda. Até breve!

Filme

“Eu, capitão” – PRIME VÍDEO - Filme italiano de drama, que mostra a jornada de dois jovens irmãos, que partem para Europa, onde enfrentam desafios.

Frase

“Não podemos resolver um problema da mesma forma que o criamos” (Einstein)

Jogo Israel e Palestina

A FIFA planeja organizar o torneio sub-15 em setembro próximo, nos Estados Unidos, que reunirá jogadores de todas as 211 associações membros da entidade,  incluindo a Rússia. A partida de abertura será ser um encontro simbólico entre as seleções de Israel e Palestina, com o objetivo de promover a paz e a unidade global por meio do futebol

Cresce a fortuna de Musk

A fortuna de Elon Musk aumentou ontem, 15, mais de 90 mil milhões de dólares, cerca de 77,8 mil milhões de euros, atingindo um novo recorde de 1,2 biliões de dólares, aproximadamente 1,04 biliões de euros, depois das ações da SpaceX terem subido, após a entrada em bolsa.

Diferenças entre acordo Obama e Trump

Pelo que se conhece, inclusive informação colhida no Irã, através da Internet, o acordo de Obama em 2015 foi mais eficaz na parte nuclear, por oferecer um controle sobre o programa nuclear iraniano, além de  ambiente de desescalada e diálogo.  

Acordo atual

Prevê o fim imediato das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano.

Irã prometeu não desenvolver uma arma nuclear., como já fez no acordo nuclear firmado com o governo Obama, que Trump revogou.

Israel alega, que pode atacar a qualquer momento o Hezbollah. Já cumpriu a promessa.
Um drone israelita atingiu um carro no sul do Líbano e matou o condutor, poucas horas depois de anunciado o acordo de paz..

Trump diz que o fim do bloqueio de seu país aos portos iranianos ocorrerá na sexta-feira, quando o acordo for assinado na Suíça.

Riscos da “linha dura”

A mídia do golfo pérsico admite a possibilidade da “linha dura” do Irã se opor ao acordo, ainda. A oposição seria dentro do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. Mas, os reformistas teriam feito "uma purga nos últimos meses e isolaram os linha-dura

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Missa marca os 9 anos de saudade de Wilma de Faria

 

Familiares, amigos, admiradores e lideranças políticas se reunirão nesta segunda-feira, 15 de junho, para uma missa em homenagem aos 9 anos de falecimento da ex-governadora Wilma de Faria. A celebração acontecerá às 17h30, na Igreja Santa Teresinha, localizada na Avenida Rodrigues Alves, 793, no bairro Tirol, em Natal.

Wilma de Faria deixou um legado marcado pela dedicação à vida pública e por importantes contribuições ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Ao longo de sua trajetória, exerceu cargos de destaque, entre eles, deputada federal constituinte, primeira prefeita de Natal, primeira governadora do Estado e vice-prefeita da capital.

HEITOR GREG´RIO.

RN brilha no Rio de Janeiro em evento de tecnologia

 

A inovação desenvolvida no Rio Grande do Norte marcou presença no Web Summit Rio 2026, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. A Reimagin, startup criada pela Liveprint e incubada no Inovabra Bradesco, participou como expositora a convite do hub de inovação do banco.

Durante o evento, a empresa apresentou sua plataforma de inteligência artificial voltada à transformação da jornada de compra de imóveis, oferecendo experiências mais interativas e personalizadas para consumidores e incorporadoras.

À frente da iniciativa está Marcelo Pandolphi, CEO da Reimagin e sócio-diretor da Marca Live. A participação reforça o protagonismo da tecnologia potiguar no cenário nacional de inovação e evidencia o potencial de soluções desenvolvidas no Nordeste para competir em escala global.

HEITOR GREGÓRIO.

Nordeste ganha força na indústria moveleira e amplia espaço para marcas premium e produção regional

 


Crescimento do consumo, expansão imobiliária, turismo e fortalecimento industrial consolidam a região como um dos principais motores do setor moveleiro brasileiro

O mercado moveleiro nordestino atravessa um dos momentos mais relevantes de sua história recente. Sustentada pelo crescimento da construção civil, pela expansão do turismo, pela valorização imobiliária e por uma mudança demográfica que vem atraindo novos moradores para a região, a indústria de móveis passou a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na economia nordestina.


Os números ajudam a dimensionar essa transformação. 

Segundo levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a Paraíba registrou crescimento de 205% na produção de móveis entre 2019 e 2024, o maior avanço do Nordeste e um índice mais de 13 vezes superior à média regional, que ficou em 15,7% no período. O estado também liderou o crescimento nacional no consumo de móveis e colchões, com alta de 11,2%, enquanto a média brasileira foi de 5,8%.


Para Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, os dados macroeconômicos e as pesquisas setoriais mais recentes comprovam esse fenômeno de descentralização e amadurecimento comercial.

“O Nordeste vem apresentando uma evolução consistente tanto no consumo quanto na produção de móveis. O que observamos é uma combinação de crescimento econômico regional, expansão imobiliária e fortalecimento da capacidade produtiva local. Estados como a Paraíba passaram a desempenhar um papel cada vez mais relevante dentro da cadeia moveleira nacional”.

Ao mesmo tempo, a população continua crescendo. De acordo com o IBGE, João Pessoa alcançou 833.932 habitantes no Censo de 2022, crescimento de 15,26% em relação a 2010, tornando-se a capital nordestina que mais cresceu proporcionalmente no período. A estimativa para 2025 apontou uma população próxima de 898 mil habitantes. Em todo o estado, a população paraibana chegou a 4,16 milhões de pessoas.

O avanço populacional impulsiona o mercado imobiliário local. Dados agregados do Índice Creci 360° apontam uma alta acumulada de 87,5% no número de unidades vendidas em João Pessoa e Cabedelo ao longo de 2025. 

Na avaliação de Marcelo Prado, o crescimento da população, o ritmo forte das construtoras e a chegada de novos moradores com maior renda criam um cenário ideal e lucrativo para os fabricantes de móveis e decoração.

“João Pessoa é um caso particularmente interessante porque reúne diversos fatores que impactam diretamente o setor. Existe crescimento populacional acima da média, forte expansão imobiliária, aumento da atração de moradores de outras regiões e uma busca crescente por qualidade de vida. Tudo isso gera demanda por novos imóveis e, consequentemente, por mobiliário”.

Vetor local e atração de investimentos

Para Adeilton Pereira, vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e sócio-diretor do Grupo OFFICINA, o salto produtivo das indústrias moveleiras locais reflete uma engrenagem econômica muito mais robusta. 

“O que explica esse crescimento tão significativo da produção de móveis na Paraíba é o desenvolvimento das indústrias locais, puxado pelo desenvolvimento do turismo e da construção civil no estado como um todo, mas principalmente em João Pessoa”, avalia.

Segundo ele, a quebra de antigos estigmas geográficos abriu espaço para uma leitura realista sobre a competitividade regional, o que atraiu olhares de investidores atentos à diversificação econômica e à sustentabilidade de novos projetos comerciais.

“Hoje, percebemos exatamente o oposto do passado: pessoas dos grandes centros buscando qualidade de vida no Nordeste. Muitos vêm em fase de aposentadoria, outros procuram mais tranquilidade, e há também os nômades digitais, que conseguem atuar em grandes mercados.”

Construção civil, turismo e novos investimentos ampliam demanda

A expansão do mercado imobiliário paraibano ocorre paralelamente a um ciclo histórico de investimentos turísticos. Dados da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep) posicionam o Polo Turístico Cabo Branco como o hub de uma transformação sem precedentes, concentrando alguns dos projetos de maior relevância em desenvolvimento no Brasil. 

“O Polo Turístico Cabo Branco é um produto diferente no Nordeste. Além de sol e mar, o complexo está cercado pela maior reserva de Mata Atlântica da Paraíba. O Centro de Convenções é o maior do Nordeste e já temos 15 mil leitos e quatro parques temáticos contratados”, afirma Rômulo Polari, presidente da Cinep, durante o Sindepat Summit 2026, realizado em Lisboa.

Esse movimento amplia a demanda por mobiliário e fortalece a indústria moveleira regional, que passa a atender uma parcela cada vez maior dos empreendimentos residenciais, hoteleiros e corporativos em desenvolvimento no Nordeste.

Para a diretora-executiva da ABIMÓVEL, Cândida Cervieri, o fortalecimento dos centros regionais é um movimento estratégico para reduzir custos logísticos, otimizar operações e aumentar a competitividade das empresas nordestinas.

“Móveis e colchões são produtos de grande volume físico, com custo logístico relevante. Por isso, a presença de polos regionais no Nordeste ajuda a explicar o desenvolvimento da região e amplia sua competitividade dentro do mercado brasileiro.”

Consumidor busca personalização, funcionalidade e identidade

O crscimento econômico vem sendo acompanhado por mudanças importantes no comportamento de consumo. Para Cândida Cervieri, a reconfiguração dos lares modernos após a consolidação de modelos de trabalho híbridos alterou profundamente a relação emocional e prática dos indivíduos com o mobiliário.

“Em ambientes menores, mais integrados ou que precisam cumprir muitas funções, o mobiliário assume o protagonismo e passa a organizar a vida dentro de casa. Isso desloca parte da decisão de compra de uma lógica puramente transacional para uma lógica de projeto, valor e experiência”.

Para ela, a valorização da identidade local tornou-se uma das principais características do design brasileiro contemporâneo. “Hoje existe uma percepção mais madura de que a identidade regional pode ser contemporânea, elegante, funcional e competitiva. O repertório nordestino conversa muito bem com a agenda contemporânea do design porque nasce do território, do clima, da cultura e da vida cotidiana”.

Indústria regional amplia escala e capacidade produtiva

O fortalecimento da indústria paraibana também vem sendo acompanhado por investimentos em tecnologia, automação e profissionalização dos processos produtivos.  

Adeilton Pereira destaca que o estreitamento dos laços comerciais entre as grandes construtoras e o chão de fábrica local eliminou a antiga dependência de fretes distantes e aumentou a velocidade de entrega dos projetos.

“Hoje, temos uma cadeia de produção sob medida na própria região, voltada diretamente para atender às demandas de grandes construtoras e incorporadoras. Antes, eles precisavam buscar fornecedores no Sul do país e tinham pouco contato com as indústrias. Agora existe proximidade, troca constante e capacidade de adaptação muito mais rápida”, afirma.

Esse cenário tem favorecido a expansão de indústrias especializadas em móveis sob medida e com capacidade para atender diferentes frentes do mercado. É o caso da ESSANTO, fabricante nordestina que desenvolve soluções para lojas parceiras, construtoras, incorporadoras, hotéis, hospitais e empreendimentos corporativos, levando escala industrial, tecnologia e personalização para diferentes perfis de clientes.

"A ESSANTO nasceu na Paraíba, mas já atua em oito estados da região Nordeste e pretende fechar os nove estados em breve. Nossa atuação acontece tanto por meio de parceiros comerciais que levam nossos produtos ao consumidor quanto no atendimento direto a grandes empreendimentos. Temos experiência, tecnologia, capacidade produtiva e uma logística facilitada por estarmos na própria região. Precisamos apenas que o mercado conheça mais essa capacidade produtiva do Nordeste".

Expansão e tendências industriais

O avanço fabril e comercial ganha respaldo com indicadores sólidos de mercado. Guilherme Brito, diretor administrativo da Móveis São Carlos, empresa sediada em Pernambuco, detalha esse cenário de atração de novos investimentos e descentralização econômica, que gera empregos e altera dinâmicas sociais históricas.

Para manter a relevância no mercado, a flexibilidade fabril para absorver as transformações rápidas de design e comportamento torna-se essencial. Guilherme aponta que acompanhar essa evolução estética é o caminho para suprir as novas demandas do público e fortalecer a própria indústria regional.

“Nós observamos, dentro do nosso leque de produtos, quais necessidades do consumidor estamos deixando de suprir para eliminar esses gaps. As tendências vão e vem de uma forma interessante: o consumidor adquire móveis muito retos, agora vemos mais formas arredondadas. Participar da evolução da nossa região é formidável, o Nordeste é peça fundamental para o futuro da indústria nacional”, ressalta.

Design regional enfrenta gargalos mas ganha espaço

O fortalecimento da criação nordestina ocorre em paralelo a um severo choque de realidade estrutural. Representando a operação baiana da Tidelli Outdoor Living, a sócia Roberta Mandelli detalha que o setor enfrenta uma complexidade operacional considerável no ambiente atual da região, o que exige resiliência por parte das empresas locais.

“Apesar dos entraves, o Nordeste tem apresentado um design regional que está ganhando espaço, tanto no Brasil como fora. A região se autoconsome, devido ao crescimento das cidades e do turismo, e a demanda aumenta proporcionalmente ao crescimento imobiliário.”

A empresária identifica uma forte guinada no comportamento do público comprador, que passa a valorizar a ancestralidade e a exclusividade na composição dos ambientes. Para atender a essa exigência por refinamento técnico e customização, o monitoramento de mercado precisa ser rigoroso e contínuo.

“A grande trend da decoração atual é o resgate de valores, de tradição, memórias afetivas, e isto acaba gerando um consumo regional maior, uma valorização do feito à mão, de materiais naturais, o que aumenta o consumo por uma produção artesanal. A pesquisa de comportamento é constante, tendências mundiais e nacionais sempre são observadas, pois nós valorizamos design, qualidade e tendência”, comenta Roberta.

O desafio é fortalecer a percepção de mercado

Embora o setor reconheça os avanços conquistados, ainda existe o desafio de estabelecer nacionalmente a percepção sobre a capacidade industrial nordestina. Adeilton Pereira avalia que o nível de automação, os selos de qualidade e o padrão de acabamento das fábricas nordestinas atuais não possuem qualquer desvantagem técnica em relação aos centros tradicionais localizados nas regiões Sul e Sudeste.

“O Nordeste sempre teve uma identidade muito forte. O que mudou foi que começamos a expor essa identidade ao mundo. Levamos um pedacinho da Paraíba para eventos internacionais e mostramos que somos capazes tanto quanto qualquer outro polo produtor.”

Para o executivo, as marcas que pretendem liderar as próximas décadas precisam adotar posturas corporativas humanizadas, focadas na governança socioambiental e no bem-estar de toda a sua rede de profissionais, parceiros e clientes.

“Nosso papel é evoluir continuamente para atender às novas exigências e superar as expectativas dos clientes com entregas de alto padrão ”, afirma.

Na avaliação de Adeilton, a superação de visões defasadas sobre o mercado e a ampla divulgação da maturidade fabril do Nordeste são fundamentais para o atual momento do setor. “A capacidade produtiva nós já temos. O que precisamos agora é que o mercado perceba que o Nordeste mudou e que hoje possui estrutura, tecnologia e competitividade para atender sua própria demanda com excelência”, defende Adeilton

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André Mendonça vai decidir destino de Vorcaro nos próximos dias

 

                                                Créditos: Victor Piemonte/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve definir nesta semana o destino de Daniel Vorcaro. O dono do Banco Master está preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Como rejeitou a proposta de delação premiada do investigado, a PF defende que ele seja transferido para um presídio.

Mendonça pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o assunto. A resposta deve chegar nos próximos dias. A equipe de Paulo Gonet ainda avalia se vai aceitar ou rejeitar a segunda proposta de colaboração de Vorcaro.

Mendonça pode optar por deixar Vorcaro na Superintendência da PF até que a PGR tome uma decisão sobre a delação. Ou, ainda, transferir o ex-banqueiro para a Papudinha, no complexo penitenciário da Papuda, também em Brasília.

Vorcaro está preso desde o início de março, por ordem de Mendonça, após a PF ter indicado que o investigado usava uma milícia armada para ameaçar adversários e contava com um grupo de hackers para invadir sistemas de informática de órgãos de investigação.

Com informações de Estadão