A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, de forma preventiva, que a Hapvida não implemente reajustes de dois dígitos nem rescinda cerca de 947 mil contratos até que a agência analise as medidas anunciadas pela operadora.
A ANS notificou a empresa e vai investigar se as mudanças podem configurar seleção de risco, prática que pode envolver a tentativa de restringir ou cancelar contratos de beneficiários considerados mais custosos, como idosos ou pessoas com histórico de saúde mais complexo.
O número corresponde a cerca de 12% da carteira da Hapvida. A operadora afirma que as medidas estão relacionadas principalmente a contratos inadimplentes e à renegociação de grandes planos coletivos empresariais com desequilíbrio financeiro.
A decisão ocorreu após a Hapvida registrar lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões no segundo trimestre, queda de 95,8% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a empresa, as negociações ocorrem dentro dos períodos de renovação dos contratos e não significam necessariamente cancelamento. A Hapvida também afirmou que não foi devidamente notificada pela ANS e solicitou uma audiência para apresentar esclarecimentos e informações técnicas sobre as medidas.
Com informações de Metrópoles








