Ney Lopes
O Líbano sempre me pareceu um povo que trabalha pela paz, mas infelizmente transformou-se em refúgio de guerras alheias.
Este país me desperta muita admiração, sobretudo pela afabilidade, delicadeza e gentileza daqueles que lá nascidos escolheram o Brasil para viver.
Não posso visitá-lo, como desejei, pelo fato de que, mais uma vez, está envolvido em guerra, que não deu causa.
Por que essa realidade?
Teerã encontrou na fronteira do Líbano a vizinhança ideal para combater Israel, pela proximidade geográfica, que permite aos iranianos colocarem milhares de foguetes, mísseis e drones apontados para as principais cidades israelenses, sem risco de serem atingidos em seu próprio território..
Vazio de poder
O Irã aproveitou um vazio de poder para criar e financiar o Hezbollah, com milhões de dólares, grupo terrorista que funciona como “Estado dentro do Estado”, militarmente mais poderoso e armado do que o próprio exército libanês.
Ao usar esse escudo, a guerra se concentra em Beirute e cidades estratégicas, com a certeza de preservação da segurança no território iraniano.
Portanto, a instabilidade libanesa decorre dos interesses geopolíticos de Teerã em demonstrar poder e ameaçar o Estado judeu.
Quando o Líbano deixará de ser refém das ambições regionais?
Quando a comunidade internacional promoverá uma desmilitarização responsável, diálogo apoiado em garantias de segurança e ações de proteção que devolvam a esperança?
O Líbano não pode ser considerado trincheira de outros povos. Nasceu para ser uma nação livre.
É covardia destruir um povo desarmado de escolhas e repleto de cicatrizes.
Fardo destruidor da guerra
O que se observa é a injustiça de um país inclinado para a paz carregar o fardo destruidor da guerra.
Diz-se que o " Líbano é grande demais para ser engolido, mas pequeno demais para governar a si mesmo no meio de gigantes”.
A trágica máxima expõe um tabuleiro de xadrez, que ceifa vidas humanas, destrói a infraestrutura, e conduz ao colapso econômico e o êxodo de suas mentes mais brilhantes.
Apesar do cenário sombrio, permanece inabalável a dignidade do povo libanês, com as suas raízes fincadas na rocha da soberania, a semelhança dos milenares “cedros”, gravados em sua bandeira, que resistem ao peso da tempestade e renascem das cinzas para bradar ao mundo, que nenhuma força estrangeira será capaz de apagar a luz da sua liberdade
Essa é a lição que muitos insistem em ignorar: a identidade de uma nação não se extingue pela força.
Afinal, a história confirma, que nenhum império é eterno; eterno é um povo, como o libanês, que que se recusa a viver de joelhos.
Curtinhas
Filme
“A lista de Schindler” – NETFLIX - Schindler gasta toda a sua fortuna para ajudar a libertar 1.100 judeus de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial
Frase
"O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado." (Ariano Suassuna)
Perda para a medicina (I)
Faleceu em SP a cirurgiã Angelita Habr-Gama, uma das maiores referencias globais no tratamento de doenças no intestino. A Universidade de Stanford (EUA) conferiu-lhe o galardão de ser uma das médicas que mais contribuíram para o desenvolvimento da ciência, ficando entre os 2% de cientistas destacados mundialmente.
Perda para a medicina (II)
Com a minha esposa fomos clientes de Dra Angelita, inclusive cirurgiados por ela. Uma extraordinária figura humana. Que Deus a receba com todas as merecidas honras na Eternidade.
Kassab vice de Caiado
Cresce a indicação de Gilberto Kassab, ex-deputado e presidente do PSD, para vice de Ronaldo Caiado. Nome de alta qualificação. Um dos mais competentes articuladores políticos do país.
Ronaldo Caiado
A vida midiática de Ronaldo Caiado começará em junho, com inserções na TV em busca da Presidência. O conceito inicial será mostrar as realizações do seu governo em Goiás na área de segurança pública. Também será reforçado que a aprovação ao final do governo superou o índice de votos que teve na sua eleição, mostrando “o candidato que até quem não votou aprova”.
Últimas da guerra
Uma luz acendeu no final da tarde de ontem, 01: Trump garantiu que conseguira com Israel e o grupo do Hezbollah um acordo para o cessar fogo dos ataques no Líbano. "Israel não os atacará e que eles não atacarão Israel", garantiu o Presidente. É possível que hoje, 2, Irã e USA assinem um acordo, que traga de volta a Paz.
Pesquisa
Pesquisa da RealTime Big Data: no 1.º turno, Lula 38% e Flávio Bolsonaro 31%. No segundo turno, Lula 45% contra 40% do senador do PL.
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