Ney Lopes
Um fenômeno mundial assusta a saúde pública: a recusa da vacinação.
As estatísticas mostram o ressurgimento de doenças endêmicas como reflexos desse movimento.
Nos Estados Unidos, a rejeição da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é responsável por vários surtos no país.
A desinformação e "motivos filosóficos ou religiosos" explicam o repúdio à imunização.
Algumas comunidades judaicas ultraortodoxas em Nova York e Nova Jersey criaram bolsões de resistência.
Casos graves surgem na Florida e Ohio.
Os reforços anuais contra a Covid-19 e a Influenza sofrem recusa de parcelas significativas da população
Na Europa, Reino Unido, Romênia, França e Áustria registraram-se elevados índices de sarampo, causados pela negação da vacina.
A Ásia, o Paquistão e Afeganistão são os dois únicos países do mundo, nos quais a poliomielite (paralisia infantil) ainda é endêmica.
No Japão, o governo recomendou a vacina contra o HPV, mas em quase uma década o país passou por cerca de 70% da população sem cobertura, tendo em vista boatos (desmentidos pela ciência) de efeitos colaterais.
A Organização Mundial da Saúde emite frequentes alertas acerca da necessidade de intensificação dos programas de proteção coletiva em massa.
Sabin, o inventor da vacina
Vale mencionar a relação de Albert Sabin, o inventor da vacina, com o nosso país.
Não foi um visitante ocasional.
Adotou a terra como parte de sua vida e casou-se em 1972 com uma brasileira, a jornalista Heloísa Dunshee de Abranches.
Sabin defendia que a erradicação deveria ser através de grandes mobilizações.
Essa estratégia foi acolhida e organizaram-se campanhas como “Dias D”, em que as unidades de saúde, escolas e praças eram usadas para centros de vacinação em massa.
A sua atuação tornou o Brasil referência mundial de campanhas nacionais de vacinação em massa; capazes de cortar a circulação do vírus de uma vez só..
O último caso de poliomielite foi confirmado em março de 1989, na Paraíba. Sabin recebeu a Ordem do Cruzeiro do Sul e permanece lembrado como símbolo da vitória da ciência sobre o medo.
A lição que fica é de que não há espaço para neutralidade: vacinar é evitar o retorno de doenças, que já deveriam estar restritas às páginas da história.
Afinal, vacinar-se é escolher a vida.
CURTINHAS
Filme
“Um pouco de caos” – PRIME VÍDEO - Um renomado arquiteto paisagista do Rei Luís XIV é encarregado de projetar os exuberantes jardins do Palácio de Versalhes.
Frase
“Tudo parece impossível até que seja feito”. — Nelson Mandela
El Niño (I)
A ONU alerta sobre o retorno do El Niño, com 80% de chance de ocorrer entre junho e agosto. As probabilidades aumentam para 90% no período de julho a novembro. Durante o fenômeno os estados do Ceará, RN e Paraíba e Pernambuco tendem a receber menos chuva.
El Niño (II)
Mesmo em anos de El Niño, podem ocorrer tempestades intensas e dias com muita chuva. A diferença é que, ao analisar toda a estação, a tendência é haver menos precipitação do que a média histórica.
USA taxa o Brasil (I)
A nova taxa de 25% sobre exportações brasileiras, decretada por Trump, passará a vigorar a partir de 15 de julho. Um dos objetivos do presidente Lula ao encontrar-se com Trump era evitar essa taxação.
USA taxa o Brasil (II)
A sobretaxa de 25% torna mais caro o produto brasileiro exportado para a mercado americano. Setores como o calçados, têxteis, derivados de frutas, sucos, alimentos processados. raízes e amidos perdem competitividade para países que não foram tarifados da mesma forma. O dólar fatalmente subirá de cotação.
USA taxa o Brasil (III)
Outro risco é a ameaça de Trump é inviabilizar o PIX brasileiro, que cobra taxas médias de 0,22% a 0,33%, enquanto cartões de crédito americanos chegam a 2,2%. Empresas como Meta, Apple e Google também perdem espaço para o Pix.
China recua
Após mais de 20 anos de negociação, a China reconhece o Brasil como livre de febre aftosa. O efeito imediato será na exportação de carne suína
Últimas da guerra
Nenhuma evolução positiva entre Estados Unidos e Irã para um acordo na guerra. A Casa Branca anunciou que não removerá sanções em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, acrescentando que qualquer alívio está condicionado ao Irã abrir mão do urânio enriquecido.
O principal negociador do Irã declarou que, se o ataque israelense ao Líbano continuar, Teerã "não só interromperá as negociações" como "também estaremos em confronto direto com o inimigo”.
Já o ministro da Defesa de Israel diz que os ataques ao Líbano continuarão a todo custo e que está em análise expandir a operação militar.
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