quarta-feira, 3 de junho de 2026

ANÁLISE: A CIÊNCIA CONTRA O MEDO: VACINAR É VIVER

 

Ney Lopes

Um fenômeno mundial assusta a saúde pública: a recusa da vacinação.

As estatísticas mostram o ressurgimento de doenças endêmicas como reflexos desse movimento.

Nos Estados Unidos, a rejeição da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é responsável por vários surtos no país.

A desinformação e "motivos filosóficos ou religiosos" explicam o repúdio à imunização.

Algumas comunidades judaicas ultraortodoxas em Nova York e Nova Jersey criaram bolsões de resistência.

Casos graves surgem na Florida e Ohio.

Os reforços anuais contra a Covid-19 e a Influenza sofrem recusa de parcelas significativas da população

Na Europa, Reino Unido, Romênia, França e Áustria registraram-se elevados índices de sarampo, causados pela negação da vacina.

A Ásia, o Paquistão e Afeganistão são os dois únicos países do mundo, nos quais a poliomielite (paralisia infantil) ainda é endêmica.

No Japão, o governo recomendou a vacina contra o HPV,  mas em quase uma década o país passou por cerca de 70% da população sem cobertura, tendo em vista boatos (desmentidos pela ciência) de efeitos colaterais.

A Organização Mundial da Saúde emite frequentes alertas acerca da necessidade de intensificação dos programas de proteção coletiva em massa.

Sabin, o inventor da vacina

Vale mencionar a relação de Albert Sabin, o inventor da vacina, com o nosso país.

Não foi um visitante ocasional.

Adotou a terra como parte de sua vida e casou-se em 1972 com uma brasileira, a jornalista Heloísa Dunshee de Abranches.

Sabin defendia que a erradicação deveria ser através de grandes mobilizações.

Essa estratégia foi acolhida e organizaram-se campanhas como “Dias D”, em que as unidades de saúde, escolas e praças eram usadas para centros de vacinação em massa.

A sua atuação tornou o Brasil referência mundial de  campanhas nacionais de vacinação em massa; capazes de cortar a circulação do vírus de uma vez só..

O último caso de poliomielite foi confirmado em março de 1989, na Paraíba. Sabin recebeu a Ordem do Cruzeiro do Sul e permanece lembrado como símbolo da vitória da ciência sobre o medo.

A lição que  fica é de que não há espaço para neutralidade: vacinar é evitar o retorno de doenças, que já deveriam estar restritas às páginas da história.

Afinal, vacinar-se é escolher a vida.

CURTINHAS

Filme

Um pouco de caos” – PRIME VÍDEO -  Um renomado arquiteto paisagista do Rei Luís XIV é encarregado de projetar os exuberantes jardins do Palácio de Versalhes.

Frase

“Tudo parece impossível até que seja feito”. — Nelson Mandela

El Niño (I)

A ONU alerta sobre o retorno do El Niño, com 80% de chance de ocorrer entre junho e agosto. As probabilidades aumentam para 90% no período de julho a novembro.  Durante o fenômeno os estados do Ceará, RN e Paraíba e Pernambuco tendem a receber menos chuva.

El Niño (II)

Mesmo em anos de El Niño, podem ocorrer tempestades intensas e dias com muita chuva. A diferença é que, ao analisar toda a estação, a tendência é haver menos precipitação do que a média histórica.

USA taxa o Brasil (I)

A nova taxa de 25% sobre exportações brasileiras, decretada por Trump, passará a vigorar a partir de 15 de julho. Um dos objetivos do presidente Lula ao encontrar-se com Trump era evitar essa taxação.

USA taxa o Brasil (II)

A sobretaxa de 25% torna mais caro o produto brasileiro exportado para  a mercado americano. Setores como o calçados, têxteis, derivados de frutas, sucos, alimentos processados. raízes e amidos perdem competitividade para países que não foram tarifados da mesma forma. O dólar fatalmente subirá de cotação.

USA taxa o Brasil (III)

Outro risco é a ameaça de Trump é inviabilizar o PIX brasileiro, que cobra taxas médias de 0,22% a 0,33%, enquanto cartões de crédito americanos chegam a 2,2%. Empresas como Meta, Apple e Google também perdem espaço para o Pix.

China recua

Após mais de 20 anos de negociação,  a China reconhece o Brasil como livre de febre aftosa. O efeito imediato será na exportação de carne suína

Últimas da guerra

Nenhuma evolução positiva entre Estados Unidos e Irã para um acordo na guerra. A Casa Branca anunciou que não removerá sanções em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, acrescentando que qualquer alívio está condicionado ao Irã abrir mão do urânio enriquecido.

O principal negociador do Irã declarou que, se o ataque israelense ao Líbano continuar,  Teerã "não só interromperá as negociações" como "também estaremos em confronto direto com o inimigo”.

Já o ministro da Defesa de Israel diz que os ataques ao Líbano continuarão a todo custo e que está em análise expandir a operação militar.


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