segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ANÁLISE: PÂNICO COM O FIM DO TRATADO NUCLEAR

 

Ney Lopes

A partir do último 5 de fevereiro de 2026,  em mais de meio século, os Estados Unidos e a Rússia – possuidores de quase 90% das armas nucleares do mundo – não têm limites para conter as suas forças nucleares estratégicas.

Terminou o grande tratado de controle de armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia, conhecido como New START.

O acordo expirou oficialmente em 5 de fevereiro de 2026, deixando, pela primeira vez em mais de meio século, as duas potências sem limites ativos para seus arsenais nucleares estratégicos, tornando o mundo mais imprevisível e perigoso.

USA retoma testes

É colocada mais lenha na fogueira da incerteza. Sobretudo, considerando que temos à frente da maior potência nuclear o presidente Trump, um homem que utiliza a imprevisibilidade intencional para forçar negociações, deixando aliados e inimigos sem saber o que esperar.

Ele já instruiu o Departamento da Guerra a retomar testes de armas nucleares, após décadas sem testes (desde 1992).

Retomou a campanha de "pressão máxima" contra o Irã, não descartando ações militares para impedir o desenvolvimento de armas nucleares. As previsões são de que esteja aberto caminho para uma corrida armamentista nuclear sem precedentes entre as grandes potências.

Futuro incerto

A maior vulnerabilidade é da Europa, que sente o fim do "guarda-chuva" de segurança previsível, liderado pelos Estados Unidos, historicamente o maior provedor de defesa do continente em um eventual conflito com a Rússia.

Emmanuel Macron tem defendido que a Europa não pode mais contar com os EUA e precisa desenvolver seu próprio "guarda-chuva" nuclear.

Pequim tem expandido seu arsenal rapidamente e não demonstra interesse em aderir a tratados que limitem seu crescimento, enquanto ainda está atrás das duas superpotências.

Na  verdade a previsão sobre o futuro dos tratados nucleares é extremamente difícil e incerta, marcando um período de volatilidade nuclear, sem precedentes desde a Guerra Fria.

Só resta aguardar!

Curtinhas

Filme

O Repórter no poder – Globo Play - Esta série documental acompanha a trajetória de Jorge Bastos Moreno, um dos maiores jornalistas políticos do Brasil.

Frase

Se ainda não dá para ser exemplo no resultado, seja exemplo no esforço

Governador de SP (I)

Neste final de semana, visitou familiares em Natal, o governador Tarcísio de Freitas, de SP. Considero-o na atualidade política brasileira, o maior potencial de líder arrojado, preparado e honesto para disputar a presidência da República. Entretanto, tiraram-lhe essa chance. Embora  pudesse reagir com sucesso, prefere ser fiel ao seu sistema.

Governador de SP (II)

Lamentável o que acontece na política nacional. Sobretudo, para aqueles que rejeitam a reeleição do presidente Lula. Em “política não se olha pelo retrovisor”, mas sim para o futuro de credibilidade, competência e criatividade. Nada contra o escolhido, Flávio Bolsonaro,  porém não seria a “bola da vez”.

Diplomata potiguar candidato por SP

Aldemo Garcia é um conterrâneo, diplomata de carreira do Itamaraty, com ampla experiência  internacional e forte contribuição à promoção da cultura brasileira no exterior. Decidiu ser candidato as deputado estadual por SP. Atualmente é Cônsul-Geral do Brasil em Hamamatsu, um dos principais polos da comunidade brasileira no Japão, abrigando cerca de 10 mil residentes brasileiros.

Em campanha no PSD

No Japão existem 210 mil nikkewis, com familiares em SP e interior. Será o principal nicho eleitoral de Aldemo. Filiou-se ao PSD e já está em campanha. Boa sorte para Aldemo!

Perseguição pela cor na pele

O Cardeal Blase Cupich, Arcebispo de Chicago confirmou que “nossos padres foram detidos por agentes de imigração por causa da cor de sua pele.” O prelado católico critica a ofensiva anti-imigração de Donald Trump e alerta que sua política externa colocou em risco o "papel moral" dos Estados Unidos no mundo.

Portugal: socialista moderado (I)

António José Seguro, um socialista moderado (centro esquerda), venceu as eleições presidenciais em Portugal. Conquistou entre 67% a 71,4% dos votos. André Ventura, líder do partido de extrema-direita português “Chega”, exagerou com um discurso populista e propostas frequentemente classificadas como radicais, controversas e   "extravagantes".

Portugal: socialista moderado (II)

Entre as propostas de André Ventura, estavam castração química para crimes sexuais, limitação de direitos a imigrantes, "mão pesada" na justiça e prisão perpétua, redução drástica do aparelho estatal dentre outras. Na visão de Ventura  seria "limpar" o sistema. A população portuguesa rejeitou.

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