quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

OPINIÃO: O DESAFIO DE GOVERNAR O RN (FINAL)



 Ney Lopes

Afastado da política, entusiasma-me falar sobre o futuro do RN. Sobretudo, em época de pré-eleição como vivemos.

Não se trata de tom professoral, nem tão pouco imposição de ideias como superiores ou absolutas.

Nada disso.

Apenas, abrir o debate, com pros e contras.

Talvez, quem sabe, com a experiencia de mais de 50 anos de militância política, possa ajudar com propostas, sem nenhum interesse, que não seja a melhoria da qualidade de vida no RN.

Sei que é difícil sensibilizar as cúpulas políticas locais.

Conheço os personagens e os critérios que adotam.

Porém, não custa nada “jogar conversa” fora sobre as linhas gerais de uma futura administração.

Vejamos algumas possíveis ideias.

Choque de gestão: Redefinição da máquina administrativa com a implantação da administração por “objetivos”:

“Gerencias”, substituindo Secretarias.

Política salarial a base de incentivos à eficiência e a produtividade.

Redução do número de cargos comissionados.

Sistema permanente de avaliação da qualidade do serviço prestado (“recall”).

Governo x empresas x Universidades x pesquisa e tecnologia - Parceria do Governo, empresa privada, sindicatos e Universidades/Escolas Técnicas, visando incremento a tecnologia e a pesquisa.

Sistema de “bolsa de pesquisa” e “bolsa prestação de serviço” para estagiários.

Definir o Distrito Industrial Verde do RN, focado em atrair indústrias que utilizem diretamente a energia gerada no estado (como data centers e fábricas de fertilizantes via hidrogênio verde).

Casamento da estrutura hídrica com o “Programa empresário rural”. Pequenos e médios empresários rurais com recrutamento de recém formados (Técnicos ou nível superior), que se proponham implantar unidades agroindustriais, pequenas e médias, a base de culturas agrícolas viáveis e inovadoras.

Financiamento do BID, ou do programa “metas do milênio” do PNUD, alinhado a Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Segurança Pública- Redução da criminalidade, através da tecnologia.

Formação de “tecnólogos em segurança”, com atuação como estrategista junto às forças governamentais de segurança.

As informações  coletadas, analisadas e compartilhadas em tempo real, utilizando inteligência artificial (IA) e Big Data (grandes quantidades de dados) e monitoramento aéreo autônomo.

O uso de câmeras corporais em agentes de segurança para garantir a transparência das abordagens.

Respeitar a proteção de dados pessoais e os direitos fundamentais.

Prêmio à eficiência dos profissionais da segurança pública.

Por exemplo: programa de financiamento da casa própria do policial etc.

Área de livre comércio (ao lado do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante)- O “Grande Natal”  é reconhecido como o local na América Latina geograficamente mais próximo da África e da Europa.

Posiciona-se estrategicamente como uma "esquina do continente" para o comércio internacional, sendo local ideal para um polo turístico, industrial-exportador (“área de livre comércio”).

A lei protegeria as empresas locais eficientes, estimulando “joint venturis”.

Esta será, talvez, a última oportunidade para uma revolução ecmômico-social pacífica no RN, após tantas perdas.

Saúde e Educação – Na saúde, prioridade para a a implantação gradativa de Hospitais de excelência nas “cidades polos” com especialização em pediatria; ortopedia; cardiologia etc...

Estes Hospitais atenderiam os doentes de suas especializações, através de remoções, quando possível.

Na educação, estimular, com incentivos, a responsabilidade social da empresa, sobretudo no emprego e qualificação do menor aprendiz e do deficiente físico.

Programa de acesso ao material escolar para famílias carentes.

Implantação do “vale educação” para pagamento a Faculdades e cursos privados, através da prestação de serviço voluntário e/ou bolsas de trabalho concedidas pelo Estado.

Lei federal já permite financiar uma Cidade Olímpica” na zona norte de Natal, onde existiriam praças de esporte, piscinas, lazer e unidades educacionais.

Turismo- Promover turismo de eventos no Estadotais comoreuniões da OEA, do BID (assembleia de governadores), Banco Mundial, comemoração anual do encontro de um Presidente norte-americano com o Presidente Brasileiro, no mesmo local onde Roosevelt e Getúlio conversaram no passado.

Cultura & artes - Centros Culturais em cidades polos do Estado.

Criação de oportunidades para artistas e ações culturais em geral. Política pública de apoio à cultura.

Concha acústica para espetáculos culturais.

Conclusão – Final da série de artigos “O desafio de governar o RN”. Foram apenas reflexões, pontos de partida e perspectivas diferentes. A  decisão final e a execução pertencem aos futuros dirigentes do Estado. Que Deus os ajude!

 

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