domingo, 25 de janeiro de 2026

Fim de uma era: orelhões que marcaram gerações são removidos das ruas

 

                                             Créditos: Richard Medeiros/ Metrópoles

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou neste mês a retirada definitiva dos orelhões das ruas de todo o Brasil. Os aparelhos, que marcaram gerações, devem desaparecer completamente até 2028. Mesmo em desuso, ainda despertam lembranças em moradores de São Paulo.

Com a popularização dos celulares, os telefones públicos passaram a ser usados apenas em situações pontuais. No auge, o país chegou a ter cerca de 1,5 milhão de orelhões. Hoje, restam aproximadamente 30 mil, sendo quase 5 mil na capital paulista.

O motorista de aplicativo Eronildo Almeida, de 46 anos, lembra que o orelhão era essencial para manter contato com a família quando chegou a São Paulo, vindo do interior da Bahia. Já para os mais jovens, como Lucas, também motorista de aplicativo, a memória é vaga, restrita à infância.

A remoção começou oficialmente em janeiro de 2026, após o fim da concessão do serviço. Ainda assim, alguns aparelhos resistem, como os que permanecem na praça Benedito Calixto, em Pinheiros. Segundo comerciantes da região, hoje apenas pessoas em situação de rua costumam interagir com os equipamentos.

Criado em 1972, o orelhão tem design exclusivo do Brasil, desenvolvido pela arquiteta Chu Ming Silveira. O uso de fichas telefônicas deu origem à expressão popular “caiu a ficha”. Em 2026, o aparelho voltou a ganhar destaque ao aparecer no cartaz do filme O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura.


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