Confira a coluna de Heitor Gregório desta terça-feira 13 no AGORA RN
O calendário eleitoral de 2026 começa a impor decisões duras e cenários pouco convencionais no Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra (PT) precisará renunciar ao cargo até abril para disputar uma cadeira no Senado Federal. A partir daí, o tabuleiro sucessório se embaralha.
O vice-governador Walter Alves (MDB) já deixou claro que não pretende assumir o Governo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Com isso, o Estado caminha para ter uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa, para escolher novo governador e vice para encerrar o mandato até 5 de janeiro de 2027.
Enquanto a eleição não acontece, deveria assumir o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira, que também prefere não sentar na cadeira de governador para não comprometer sua candidatura à reeleição.
Com isso, o comando do Estado chegaria a um cenário raríssimo: o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ibanez Monteiro, assumiria o Governo por 30 dias, com a responsabilidade de convocar a eleição indireta. Um roteiro improvável, mas perfeitamente previsto na Constituição.
É nesse vácuo político que o Seridó reaparece com força. Dois nomes da região estão descritos, nos bastidores, como “prontos e preparados” assumir o Executivo. O primeiro é o deputado estadual Vivaldo Costa, caicoense, experiente, que já governou o RN e conhece como poucos os caminhos e atalhos da política potiguar. O segundo é o desembargador Cláudio Santos, natural de Jardim do Seridó, que antes de chegar ao TJ teve passagem pelo Executivo como secretário de Segurança Pública do Estado, onde fez um grande trabalho.
Ambos representam trajetórias distintas, mas carregam um ponto em comum: a ousadia. E se há uma característica que nunca faltou ao povo do Seridó, é justamente a coragem. Coragem para enfrentar a seca, as dificuldades históricas e, agora, um cenário político complexo, que pode colocar novamente a região no centro das decisões do RN. Se o destino vai ou não sorrir para o Seridó, ainda é cedo para dizer. Mas que a região está no jogo, e com cartas fortes na mesa, disso ninguém mais dúvida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário