Gregório Celso Macêdo
Em meio às alegrias deste Ano Santo da
Redenção de 2025, no Rio Grande do Norte, desponta a expectativa acerca do
Tricentenário da Paróquia de São João Batista do Assú, que acontecerá em 2026. A
relevância da celebração desses trezentos anos é algo sublime que transcende o
munícipio e o âmbito religioso.
Inicialmente, convém rememorar que os
limites primitivos da Freguesia de São João Batista eram, aproximadamente, a
metade do território que hoje corresponde o Estado: Vale do Açu, Região Oeste
(Alto e Médio-Oeste), Região Central, Região Salineira e parte do Seridó.
Assim afirmamos, pois da paróquia-mãe do sertão
potiguar (Assú) surgiram as seguintes: Pau dos Ferros (1756), que abrangia
quase toda a Região Oeste; Santana do Matos (1821) - da qual se desmembrou, em
1836, a de Angicos, tendo desta se desmembrado a Paróquia de Macau (1854) e a
Paróquia de Lajes (1921) -; Campo Grande (1837); Carnaubais (2006) e a da Bem-Aventurada Lindalva e São Cristóvão (2010). Uma porção da Paróquia de Jucurutu
(setor da Mina do Bonito) ainda é, oficialmente, pertencente à circunscrição
paroquial do Assú.
Outro aspecto a ser festejado, é que a
criação da paróquia é um marco cristão, pois sedimentou a propagação do
Evangelho no interior do Rio Grande Norte (missão que havia sido principiada
com os jesuítas, ainda no século XVII).
Considere-se, ainda, que como a religião católica
apostólica romana era a oficial do reino, é também um jubileu de ordem civil e,
como tal, merece ser registrado. Nesse sentido, cuida-se, consequentemente, de
um marco civilizatório e cultural, pois a sede da paróquia três vezes centenária,
passou a ser o coração cultural, econômico e político de uma vasta região em
seu entorno.
Diante dessa realidade, o processo de
canonização da Bem-Aventurada Lindalva Justo de Oliveira (a mais ilustre filha
do Sertão do Assú) e o avançado processo de criação da Diocese de São João
Batista do Assú, são dois radiosos faróis que robustecem a esperança e inspiram
a missão de cristãos e cidadãos!
Portanto, é um momento histórico do Rio
Grande do Norte, com alcance religioso, civil e cultural. Unamos os nossos
esforços, com a participação das autoridades civis e religiosas e o apoio dos
cristãos e demais pessoas de boa-vontade, mediante uma grandiosa celebração
jubilar à altura do fato.
Excelente texto e informações muito relevantes.
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