terça-feira, 14 de abril de 2026

ANÁLISE: GUERRA USA-IRÃ: O QUE ESTÁ ACONTECENDO

 



Ney Lopes

Americanos e iranianos  já dialogam, no Paquistão, em meio a um frágil cessar-fogo e tensões envolvendo Israel, Hezbollah e o estreito de Ormuz.

Apenas dois navios atravessaram o Estreito de Ormuz, na última sexta-feira. O menor número desde que o Irã concordou com o cessar-fogo.

Nas últimas quarta e quinta feira, quatro embarcações atravessaram o estreito.

Centenas de outros navios aguardam, ainda relutantes em tentar atravessá-lo, após semanas da guerra, que se transforma em iminente probabilidade de uma recessão global.  

A pouco mais de seis meses das eleições de meio de mandato, aumentam os riscos políticos internos para Trump.

A inflação saltou para o seu nível mais alto em dois anos, impulsionada pelos preços do petróleo bruto, que saltaram de cerca de US$ 70 por barril, para mais de US$ 110 por barril.

O preços da gasolina  subiram 21,2%, o maior aumento mensal desde 1967.

Analistas alertam para o aumento de preços em outros setores, à medida que a alta dos combustíveis se espalha para  áreas como transporte e agricultura.

Enquanto isto, os índices de aprovação do presidente estão próximos de mínimas históricas.

O Irã usa os altos preços do petróleo para pressionar economicamente os Estados Unidos e obter concessões, durante as negociações.

Situação atual

Neste final da semana,  Irã, os Estados Unidos e Israel não trocaram tiros.

No entanto, antes do início das negociações”, Teerã anunciou que não participaria das gestões em busca da paz, a menos que Israel concordasse em encerrar seus ataques contra o Hezbollah no Líbano e os EUA concordassem em descongelar os ativos iranianos mantidos no exterior.

Donald Trump afirmou, no início da semana, que a proposta em debate seria uma “base viável para negociar”.

Entretanto, na última sexta, 10,  elevou o tom contra Teerã ao declarar, que “Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga... A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar”.

O pronunciamento de Trump significa a intenção de cometer um crime de genocídio, já que o direito internacional assim define esse delito.

Ameaça dos “houthis”

Atualmente, uma das maiores preocupações é que  os houthis, aliados do Irã,  entrem no conflito.

Esse grupo alinhado  com o Hezbollah tem como slogan as palavras “Morte à América, morte a Israel, condenação aos judeus”.

Recebe apoio iraniano com armas, treinamento e tecnologia.

Caso os houthis se envolvam, serão retomados os ataques a navios que transitam pelo Mar Vermelho, ameaçando o fluxo de mais 12%do transporte marítimo internacional de petróleo e 8% do comércio global de gás natural liquefeito

Incerteza e violência

Percebe-se que, Estados Unidos e o Irã formam um quadro extremamente volátil, com perspectivas imprevisíveis sobre o fim do conflito, diante de um cessar-fogo extremamente frágil e a possibilidade de uma nova escalada militar.

A esperança de paz reside em negociações de bastidores, mas a postura atual de ambos os lados sugere um período continuado de incerteza e violência na região.

Infelizmente!

Curtinhas

Filme

Gran Torino – NETFLIX - Considerado por muitos um dos trabalhos mais marcantes da carreira de Clint Eastwood.  Ele dirige e estrela este drama sobre um veterano viúvo da Guerra da Coreia, que enfrenta seus próprios preconceitos.

Frase

O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”. – Winston Churchill

Brasil descoberto no RN e não Porto Seguro (I)

Evento da maior importância para o RN realizar-se-á nos dias 23 e 24 próximos, no auditória da Reitoria da UFRN, com início às 9 horas. Por iniciativa dos físicos Carlos Chesman (UFRN) e Claudio Furtado (UFPB), o colóquio Internacional Câmara Cascudo, retomará os debates mais polêmicos da história brasileira: a tese de que a esquadra de Pedro Álvares Cabral ao descobrir o Brasil  teria aportado no Rio Grande do Norte, antes de Porto Seguro, próximo à praia do Marco e ao rio Punaú, em Touros.

Brasil descoberto no RN e não Porto Seguro (II)

Uma pesquisa, publicada no Journal of Navigation, da Universidade de Cambridge,  aponta o RN como local da chegada de Cabral, demonstrando que as correntes atlânticas da época tornariam a costa potiguar um ponto de chegada mais natural do que o sul da Bahia. Várias simulações náuticas e a carta de Caminha confirmam a tese.

Brasil descoberto no RN e não Porto Seguro (III)

Cabe  destacar estudos e análises de alto nível sobre o tema, dos conterrâneos  Lenine Pinto, já falecido, e o escritor Manoel Cavalcanti Neto, sugerindo que o Pico do Cabugi seria o verdadeiro "Monte Pascoal" descrito na carta de Pero Vaz de Caminha. Maiores informações  no site https://www.fisica.ufrn.br/cicc-2026/

Proposta competente

O professor Adilson Gurgel formulou circunstanciada proposta, na coluna do jornalista Vicente Serejo, de uma agenda com temas para debates sobre o RN, no atual período pré eleitoral. Oportuna e competente a sugestão, quando se observa a total ausência de discussões e formulações sobre temas que envolvam a futura administração estadual e atuação dos legisladores estaduais e federais.

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