
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O empresário e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou nessa terça-feira (13) ter qualquer tipo de envolvimento com uma rede de prostituição internacional, conforme revelado em reportagem publicada pelo portal UOL. A manifestação do ex-banqueiro ocorreu por meio de uma nota oficial emitida por sua defesa.
Em sua declaração, Vorcaro rejeitou as acusações e atribuiu as imputações a uma narrativa fabricada: “Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei”.
O banqueiro também questionou a legitimidade dos materiais divulgados e sinalizou medidas judiciais contra os vazamentos: “Afirmo que não reconheço a autoria, a autenticidade e o contexto de vários dos conteúdos vazados. A manipulação criminosa de mensagens privadas obtidas ilicitamente só serve para ofuscar os reais problemas do país e serão objeto de responsabilização cível e criminal no seu devido tempo”.
Investigação da Polícia Federal
A reportagem do UOL trouxe a público conversas encontradas pela Polícia Federal (PF) no aparelho celular de Vorcaro. Nos diálogos mantidos com Diogo Batista, o banqueiro aparece conversando sobre uma agência de prostituição que contaria com o agenciamento de mulheres refugiadas da Ucrânia e da Rússia deslocadas por conta do conflito em curso desde 2022, além de cidadãs de países como Venezuela e Argentina.
De acordo com o material investigado, os registros indicam que a atuação de Vorcaro ia além do consumo dos serviços, o incluindo em papéis de seleção, direcionamento de ordens e investimentos financeiros no negócio.
Diante dos indícios levantados, a Polícia Federal abriu um inquérito no mês de maio para apurar a participação de estrangeiras e eventuais ilegalidades na contratação dos serviços de acompanhantes.
Leia a nota de Vorcaro na íntegra
É absurdo ver frases pinçadas, conversas, áudios e prints descontextualizados falarem por mim, enquanto permaneço preso e sem o direito de falar oficialmente. Além de expor indevidamente minha intimidade e violar minha privacidade, esses vazamentos colocam em risco a segurança da minha família e apresentam à sociedade uma história enviesada, sujeita ao uso político e à manipulação da opinião pública.
Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei.
Afirmo que não reconheço a autoria, a autenticidade e o contexto de vários dos conteúdos vazados. A manipulação criminosa de mensagens privadas obtidas ilicitamente só serve para ofuscar os reais problemas do país e serão objeto de responsabilização cível e criminal no seu devido tempo.
Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações. Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá-los com responsabilidade, pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal.
Manifesto de forma clara toda a minha disposição para colaborar com as investigações para que todos conheçam a verdade por inteiro.
Com informações do UOL
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