Foto: Dra. Mychelle Garcia/Divulgação
Alguns tratamentos oncológicos, especialmente determinados esquemas de quimioterapia, podem comprometer a função ovariana, reduzir a reserva de óvulos e provocar menopausa precoce. Para mulheres que desejam ter filhos no futuro, essa possibilidade torna importante discutir a preservação da fertilidade antes do início do tratamento.
Uma das principais alternativas é o congelamento de óvulos, técnica que permite armazenar os gametas femininos para uma possível utilização futura, por meio da fertilização in vitro.
No Rio Grande do Norte, o DNA Fértil tem uma trajetória pioneira nessa área. Primeira clínica de reprodução assistida do estado, a instituição também esteve à frente da realização do primeiro procedimento de congelamento de óvulos no RN, ampliando as possibilidades de preservação da fertilidade para as mulheres potiguares.
Segundo a médica especialista em reprodução humana, Dra. Mychelle Garcia, o momento de conversar sobre essa possibilidade é fundamental. “A gente deve fazer a avaliação dessa paciente logo após o diagnóstico, e melhor ainda se for antes do início da quimioterapia, ou de outros tratamentos com potencial de comprometer a função ovariana. Essa decisão é feita caso a caso, e precisa ser discutida também com o médico oncologista”, orienta Mychelle.
O procedimento envolve estimulação ovariana, coleta dos óvulos e congelamento por vitrificação. Em muitos casos, essa etapa pode ser realizada em aproximadamente duas semanas, desde que haja indicação e condições clínicas para isso.
O congelamento, porém, não garante uma gravidez futura. “Os resultados dependem principalmente da idade da mulher no momento do procedimento, da quantidade de óvulos armazenados e de outros fatores reprodutivos”, explica.
A conversa sobre o tratamento contra o câncer também faz parte do planejamento de vida. “Informar as mulheres sobre as alternativas disponíveis antes do tratamento oncológico é uma forma de ampliar o cuidado. As decisões importantes sobre a saúde reprodutiva precisam entrar nessa conversa”, conclui.
Ao longo de quase três décadas, o DNA Fértil acompanhou a evolução da medicina reprodutiva e participou da introdução de técnicas que ampliaram as possibilidades de tratamento e preservação da fertilidade no estado.

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