Simone de Melo Norat Campos - Dentista da Casa Durval Paiva - CRO: 1784
O tratamento contra o câncer tem evoluído significativamente, nas últimas décadas, aumentando as chances de cura. No entanto, apesar dos avanços da ciência, os efeitos colaterais ainda impactam de forma importante a qualidade de vida dos pacientes.
A cavidade bucal está entre as primeiras regiões afetadas, especialmente, em casos de quimioterapia, radioterapia de cabeça e pescoço e transplante de medula óssea. A quimioterapia, por não ser seletiva, atinge tanto células doentes quanto células saudáveis, podendo causar queda de cabelo, náuseas, vômitos, alteração do paladar, sangramento gengival, infecções oportunistas (virais e bacterianas) e mucosite oral.
A mucosite oral é uma inflamação da mucosa bucal e representa um dos principais efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia na região de cabeça e pescoço. Ela provoca dor intensa, dificuldade para falar, mastigar e deglutir. Em casos mais graves, pode evoluir para úlceras, comprometendo de forma significativa a qualidade de vida do paciente. Além disso, pode prolongar o tempo de internação, causar febre e até atrasar o protocolo de quimioterapia.
As feridas na boca também facilitam a entrada de microrganismos na corrente sanguínea e, devido à baixa imunidade, aumentam o risco de bacteremia e septicemia. Diante desse cenário, diversas estratégias têm sido adotadas para prevenir e reduzir a severidade desses efeitos colaterais. Entre elas, destaca-se a laserterapia.
O laser é uma fonte de luz, com diferentes comprimentos de onda, capazes de produzir efeitos terapêuticos. Na odontologia, seu uso é amplamente difundido e, na oncologia, tem apresentado resultados positivos tanto do ponto de vista clínico quanto funcional, proporcionando maior conforto aos pacientes.
Na prática oncológica, utiliza-se o laser de baixa potência, que atua tanto na prevenção quanto no tratamento da mucosite oral. Seus principais efeitos incluem ação analgésica, modulação da inflamação e estímulo ao processo de reparação tecidual.
Pacientes com leucemia e osteossarcoma, por utilizarem quimioterápicos mais citotóxicos, apresentam maior suscetibilidade ao desenvolvimento de mucosite oral.
A laserterapia é um procedimento indolor, não invasivo e bem aceito por adultos e crianças. Em grandes centros oncológicos, no Brasil e no mundo, já é considerada conduta padrão para prevenção e tratamento da mucosite oral, especialmente, em casos de transplante de medula óssea e radioterapia envolvendo cabeça e pescoço.
Nesse contexto, destaca-se a importância da atuação do cirurgião-dentista nos centros de oncologia, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
O serviço odontológico da Casa Durval Paiva oferece tratamento com laser às crianças e adolescentes em acompanhamento oncológico, contribuindo para a redução da severidade da mucosite e de outras infecções, promovendo mais conforto e bem-estar durante o tratamento.
At.te
Michelle Phiffer
Assessora de Imprensa
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