Isabelle Resende - Farmacêutica Casa Durval Paiva - CRF 2541
Presenciar uma crise convulsiva em uma criança, especialmente durante um tratamento tão delicado quanto a quimioterapia, é uma experiência profundamente angustiante para os pais e cuidadores. É importante saber, que, embora não seja o efeito colateral mais comum, as convulsões podem ocorrer devido a diversos fatores relacionados ao tratamento ou à própria doença.
A quimioterapia e o câncer podem afetar o sistema nervoso de diferentes formas: neurotoxicidade direta: alguns medicamentos quimioterápicos (como o Metotrexato, Vincristina ou L-Asparaginase) podem causar irritação no tecido cerebral ou alterações vasculares; desequilíbrios metabólicos: O tratamento pode alterar os níveis de sódio, cálcio ou magnésio no sangue chamados de eletrólitos, ou causar flutuações na glicose, o que "desregula" a atividade elétrica do cérebro. Síndrome de Lise Tumoral: Quando muitas células cancerígenas morrem rapidamente, elas liberam substâncias no sangue que podem sobrecarregar o organismo e afetar o cérebro.
Como a quimioterapia baixa a imunidade, a criança fica mais suscetível a infecções e a febre. A febre alta pode ocasionar a (convulsão febril), bem como, infecções diretas no sistema nervoso (meningite), são gatilhos possíveis. Se o câncer envolver o Sistema Nervoso Central, a pressão intracraniana ou a localização do tumor podem causar essas crises.
Quando acontecer a crise convulsiva em uma criança em tratamento oncológico, tal fato deve ser reportado imediatamente à equipe de oncologia pediátrica. O médico provavelmente solicitará exames de imagem (como Ressonância ou Tomografia) e exames de sangue para verificar, dependendo do resultado será feito o ajuste do tratamento.
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