Em Aracaju, Sergipe, a noiva Luana Cardoso, então com 22 anos, escolheu uma forma bem diferente de chegar ao próprio casamento: a bordo do caminhão do pai, José Fernandes, caminhoneiro. A ideia era prestar uma homenagem ao homem que sustentou a família a vida toda naquela profissão. "Foi uma forma de agradecer por tudo que ele fez e faz até hoje. Meu pai é um homem excepcional, e ir de caminhão era uma forma de dizer o quanto tenho orgulho dele e da profissão que ele tem", contou ela.
A chegada foi uma surpresa completa. Nenhum dos 400 convidados imaginava aquilo, e quando Luana estava se aproximando, pediu ao pai que buzinasse. Na hora, todo mundo saiu correndo da igreja para ver a cena. "Olhar para o meu pai e ver o sorriso dele no rosto, não teve sensação melhor que essa", lembrou a noiva. Seu José ainda passou a semana inteira antes da cerimônia polindo o caminhão, deixando tudo brilhando com um carinho imenso para levar a filha.
A ideia partiu da mãe de Luana, Veralucia, costureira, porque a família não tinha condições de alugar um carro e não queria gastar mais do que podia. O casamento foi todo planejado dentro da realidade deles, com uma recepção simples no estacionamento da paróquia. Luana também homenageou a mãe, usando um vestido feito por ela. "A gente é amigo, a gente é família e não precisa de muita coisa pra ser feliz", concluiu a noiva, mostrando que amor e gratidão valem mais que qualquer luxo.
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