Ney Lopes
Li em jornais americanos detalhes da verdadeira guerra deflagrada no Vale do Silício, California, na área onde estão sediadas as maiores corporações digitais e de tecnologia do planeta (Apple, Google, Facebook, HP e outros).
Essas empresas têm valor de mercado superior a US$ 14 trilhões de dólares.
Crescimento despesa pública
A Califórnia é o estado americano com o maior número de bilionários.
Está sendo proposto um imposto único de 5% sobre o patrimônio líquido de indivíduos com fortunas superiores a US$ 1 bilhão.
Estima-se que cerca de apenas 200 pessoas seriam afetadas, gerando aproximadamente US$ 100 bilhões em receitas.
O argumento é que o governo, da mesma forma que as empresas privadas, necessita de recursos para atender as necessidades das carenciais sociais.
Com o simples anúncio do novo imposto, “o mundo desabou”.
Um dos protestos foi do “coitadinho” Elon Musk, que se tornou a primeira pessoa a atingir um patrimônio de US$ 1 trilhão de dólares.
Porém, há honrosas exceções. Jensen Huang, o bilionário CEO da Nvidia, afirmou não ter problemas com o imposto proposto. Igualmente.
Warren Buffett propõe que os ricos deveriam pagar alíquotas maiores do que a classe média.
Bill Gates defende impostos mais altos sobre grandes patrimônios e ganhos de capital.
Abigail Disney herdeira do império The Walt Disney Company é uma das principais defensoras da taxação de grandes fortunas.
Nos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, o governo exerce fiscalização rigorosa sobre a aplicação dos incentivos concedidos.
As empresas são obrigadas a apresentar relatórios detalhados sobre como os recursos estão sendo utilizados.
Realizam-se auditorias periódicas.
Não ofertar os empregos previstos no projeto original, pode levar à revisão dos incentivos concedidos e até processos criminais.
Não há preconceito contra a riqueza
Não se discute a falência de empresas, nem o colapso da inovação, nem preconceito contra a riqueza.
Fala-se de uma contribuição adicional de quem acumulou patrimônios gigantescos, que desafiam a imaginação.
Curioso é que muitos desses impérios floresceram graças a universidades públicas, incentivos fiscais, infraestrutura estatal e um mercado sustentado por milhões de consumidores.
Diante da hipótese de corresponsabilidade social reagem como se estivessem sendo levados à ruína.
Quem sempre pagou a conta, direta ou indiretamente, foi a sociedade.
Talvez, o maior drama da humanidade não seja a falta de escolas, hospitais ou segurança pública.
Para muitos bilionários, o drama é adiar a compra de mais um jato executivo, de outra mansão ou de um novo iate.
Para eles, seria uma tragédia imperdoável, sobreviver ao fim de semana, sem um novo convés para apreciar o pôr do sol!
Curtinhas
Filme
Dois Papas - Netflix – Drama que narra a relação e a transição entre o Papa Bento XVI e o Papa Francisco.
Frase
“Quando sopram os ventos da mudança, alguns constroem muros e outros, moinhos de vento” – Provérbio chinês
Risco de colapso na economia global
O maior risco de colapso do mercado de energia e economia global será os “Houthis” (aliados do Irã) bloquearem o estreito de Bab el-Mandeb e os iranianos o Estreito de Ormuz, os dois corredores marítimos mais vitais do mundo. Os houthis são um grupo armado Yemen, que adotou o slogan: “Deus é grande. Morte aos Estados Unidos. Morte a Israel. Maldição aos judeus e vitória para o Islã".
Monsenhor Lucas
Acha-se internado no Hospital Unimed Natal, o monsenhor Lucas Batista Neto, 83 anos, em plena recuperação. Votos de saúde para este grande amigo.
Lula e Bolsonaro: roteiros idênticos (I)
Bolsonaro repete em 2026 roteiro idêntico ao de Lula em 2018. Condenado a 12 anos de prisão, Lula foi aconselhado para indicar Ciro Gomes como seu candidato. Recusou. Preferiu ele mesmo e o registro foi cassado semanas antes do pleito. Haddad assumiu e perdeu a eleição. Ciro Gomes nunca o perdoou.
Lula e Bolsonaro: roteiros idênticos (II)
Agora, Bolsonaro condenado a 27 anos de prisão foi pressionado até o limite para escolher Tarcísio de Freitas como seu candidato. Recusou. Indicou o filho Flávio, que hoje sofre desgaste irreparável. Novamente, Bolsonaro recebe pressão para substituir Flávio, mas dificilmente isso ocorrerá. No final, Lula agradece.
Abalos no solo espanhol
As celebrações dos espanhóis pela conquista da Copa do Mundo provocaram vibrações do solo no país registradas por sismógrafos.
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