Créditos: Reprodução PCRN
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante três pessoas suspeitas de envolvimento em um golpe do falso sequestro que teve como vítima uma idosa de 80 anos, em Natal. A ação, realizada na quarta-feira (17) no âmbito da Operação Cativeiro Virtual, resultou na recuperação de uma mala com joias avaliadas em mais de R$ 500 mil, que seria enviada ao Rio de Janeiro pelos Correios.
De acordo com as investigações, o crime começou na noite de terça-feira (16), quando a vítima recebeu uma chamada de vídeo de um homem que afirmou estar mantendo sua filha em cárcere privado na cidade de São Paulo. Durante mais de 12 horas, a idosa foi submetida a ameaças e pressão psicológica. Para tornar o golpe mais convincente, uma mulher se passou pela filha da vítima durante a ligação. Convencida de que a familiar estava em perigo, a idosa entregou uma mala com joias a um homem que foi até sua residência para recolher os objetos.
Após desconfiar da situação, a vítima procurou a Polícia Civil, que iniciou as investigações e identificou os suspeitos. Dois homens, de 24 e 27 anos, foram presos no bairro Potengi, enquanto uma mulher, de 25 anos, foi detida no bairro Nossa Senhora da Apresentação, ambos na Zona Norte da capital. Segundo a Polícia, eles eram responsáveis por receber, ocultar e encaminhar os bens para fora do estado.
Durante a operação, os policiais localizaram a mala com as joias em uma agência dos Correios de Natal, pronta para ser enviada ao Rio de Janeiro. O material foi recuperado antes da remessa e devolvido integralmente à vítima.
A Polícia Civil informou que parte da organização criminosa atuava remotamente, a partir de outros estados, sendo responsável pela aplicação do golpe e pela coação psicológica. As investigações continuam para identificar e responsabilizar os demais envolvidos no esquema.
O nome “Cativeiro Virtual” faz referência à falsa situação de sequestro criada pelos criminosos por meio de chamadas telefônicas e de vídeo, utilizando coação psicológica para induzir a vítima a acreditar que um familiar estava em cárcere privado e, assim, obter vantagem financeira mediante grave ameaça.
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