Foto: reprodução/montagem/Metrópoles
O Grupo Globo recebeu R$ 267,1 milhões em publicidade da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) durante três anos e meio do atual mandato de Lula na Presidência. O valor representa 25,6% dos R$ 954,5 milhões gastos pelo Palácio do Planalto com campanhas publicitárias no período.
A Globo foi a empresa que mais recebeu recursos, com um valor 118% superior ao destinado ao Grupo Record, o segundo que mais recebeu recursos com R$ 122,6 milhões. Em seguida aparecem a Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), com R$ 85,9 milhões, e o Google Brasil, com R$ 80,9 milhões.
O levantamento também motivou uma ação do PL no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O partido alega que o governo ultrapassou o limite legal de gastos com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026 e pede a suspensão das campanhas publicitárias federais. O caso será analisado pelo ministro André Mendonça.
Grupos que mais receberam dinheiro da Secom do governo Lula com publicidade (jan/2023 a jun/2026)
- Grupo Globo — R$ 267,1 milhões
- Grupo Record — R$ 122,6 milhões
- Facebook (Meta) — R$ 85,9 milhões
- Google Brasil — R$ 80,9 milhões
- SBT/SBT News — R$ 68,7 milhões
- Grupo Bandeirantes — R$ 49,8 milhões
- Kwai — R$ 26,3 milhões
- TikTok — R$ 13,6 milhões
- RedeTV! — R$ 11,3 milhões
- Grupo Folha/UOL — R$ 9,4 milhões
- X (Twitter) — R$ 6,9 milhões
- Amazon/Prime Video — R$ 6,1 milhões
- CNN Brasil/Itatiaia — R$ 6,1 milhões
- Grupo Jovem Pan — R$ 4,4 milhões
- Grupo Metrópoles — R$ 4,4 milhões
- LinkedIn — R$ 4,1 milhões
- EBC — R$ 4,0 milhões
- JCDecaux — R$ 3,7 milhões
- Carta Capital — R$ 3,7 milhões
- Canal Rural — R$ 3,4 milhões
- Terra — R$ 3,4 milhões
- Uber — R$ 2,9 milhões
- Netflix — R$ 2,9 milhões
- Max — R$ 2,7 milhões
- Grupo Massa — R$ 2,7 milhões
- Terra Viva — R$ 2,7 milhões
- TV Cultura — R$ 2,6 milhões
- Veja/Abril — R$ 2,6 milhões
- Brasil 247 — R$ 2,6 milhões
- Pinterest — R$ 2,6 milhões
Os dados consideram apenas os gastos da Secom da Presidência e não incluem despesas de ministérios, estatais e empresas de economia mista, como a Petrobras.
Nota da Secom:
“A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), na condição de órgão central do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), atua em estrita observância à legislação eleitoral e às normas que disciplinam a publicidade institucional da administração pública federal.
“Os limites aplicáveis às despesas com publicidade institucional vêm sendo plenamente cumpridos pela pasta, com base nos critérios estabelecidos na legislação vigente e nas orientações jurídicas aplicáveis, inclusive por meio de sua regulamentação interna.
“A Secretaria está à disposição para prestar todas as informações necessárias e destaca que apresentará, no foro competente, os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem necessários.
“Por fim, eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização.”
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