segunda-feira, 22 de junho de 2026

Espriella, candidato da direita vence eleição na Colômbia, indica apuração preliminar

 

                                              Créditos: Reprodução Redes sociais

A apuração preliminar das eleições presidenciais da Colômbia indica a vitória do advogado e empresário Abelardo de la Espriella no segundo turno realizado neste domingo (21). Com mais de 97% dos votos contabilizados no chamado preconteo, o candidato da direita aparece à frente do senador de esquerda Iván Cepeda por uma diferença inferior a 250 mil votos.

Segundo os dados divulgados pelas autoridades eleitorais, De la Espriella soma 12.944.441 votos, enquanto Cepeda registra 12.697.154.

Resultado ainda depende de validação oficial
Apesar da vantagem apontada pela contagem preliminar, o resultado ainda não é considerado definitivo pela legislação colombiana.

De acordo com informações do G1, no país, a apuração ocorre em duas etapas. Primeiro é realizado o preconteo, uma contagem rápida baseada nas atas das seções eleitorais. Em seguida ocorre o escrutínio, processo conduzido por juízes e autoridades eleitorais que revisam os documentos para corrigir possíveis inconsistências.

A expectativa é que a proclamação oficial do vencedor aconteça nesta segunda-feira (22).

Nas redes sociais, o presidente Gustavo Petro afirmou que nenhum candidato deve ser declarado vencedor antes da conclusão do escrutínio.

Vitória representa mudança de rumo político
Caso seja confirmada, a vitória de De la Espriella marcará uma guinada política na Colômbia após o governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país.

A disputa eleitoral foi tratada como um confronto entre dois projetos políticos distintos. Enquanto Iván Cepeda recebeu apoio de Petro e de setores ligados ao governo, De la Espriella contou com apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segurança dominou o debate eleitoral
Ao longo da campanha, De la Espriella construiu seu discurso em torno do combate ao crime organizado e da crítica às políticas de segurança do atual governo.

O candidato prometeu endurecer o enfrentamento aos grupos armados, ampliar a atuação das forças de segurança e encerrar negociações com organizações criminosas que não aceitarem se desmobilizar.

Além disso, defendeu a redução do tamanho do Estado, cortes de impostos para empresas e incentivo à exploração de petróleo como estratégia para impulsionar a economia.

O Conselho Nacional Eleitoral informou que a votação transcorreu sem incidentes graves e contou com a presença de observadores internacionais, incluindo representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia.

Com informações de g1

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