terça-feira, 9 de junho de 2026

ANÁLISE: QUEM TRUMP, FLÁVIO E LULA ESTÃO ENGANANDO?

 

Ney Lopes

No relacionamento entre Trump, Lula e Flávio Bolsonaro, o que existe é manipulação de dados, em função de interesses estratégicos e carências de poder.

Na história há precedentes.  

Getúlio Vargas usou a guerra para manter-se no governo com poderes autoritários.

Simulou afinidades com o fascismo para amedrontar os Estados Unidos e conseguir o financiamento que permitiu a construção da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda.

Após atingir o seu objetivo, tornou-se aliado de Roosevelt, com quem se encontrou em Natal, no Canto do Mangue e enviou a Força Expedicionária Brasileira para a Itália.

Churchill elogiava Mussolini, antes de combatê-lo.

Stalin entrou em depressão com a traição alemã no “Pacto Ribbentrop-Molotov” (1939), quando a Alemanha Nazista rompeu o acordo com a URSS e atacou de surpresa a própria União Soviética, forçando a aliança russa com a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

Contexto geopolítico

Dezenas de anos depois, o contexto geopolítico permanece o mesmo.

Trump sob o lema “America First” trata as relações internacionais como negócio, no estilo “toma lá me dá cá”.

Recebeu Lula na Casa Branca com honras.

Tudo não passou de aparências. Lembrou a fábula de Esopo, que na guerra entre os pássaros e animais terrestres, o morcego mudava de lado conforme o vento soprava.

Trump não hesitou em recomendar  severo tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros.

Para agravar a situação, nomeou correligionário radical, sem experiencia, para preencher a Embaixada de Brasília, que, por desdém, estava  vaga desde 2025.

De outro lado, Flávio Bolsonaro adota estratégia perigosa

Vende a imagem de afinidade com Trump e assiste as medidas do seu governo prejudicarem a economia.  

Embora se acredite que ele não tenha sugerido isso a Trump, o “salpico” atinge a  sua base eleitoral.

A política externa dos Estados Unidos não opera por afinidade pessoal, mas sim por prioridades nacionais.

Quem engana a quem

A pergunta é inevitável: quem estão enganando e a quem?  

Lula posa de parceiro.

Flávio invoca a solidariedade política e aposta que Trump será seu principal cabo eleitoral, mesmo que o governo americano adote medidas antipáticas contra o Brasil.

Trump acena com amizade, enquanto aperta o torniquete comercial.

Enfim, as jogadas pessoais de Trump, Bolsonaro e Lula revelam que, por trás das manifestações recíprocas, sobrevivem verdades invisíveis.

A arquitetura do poder é erguida para garantir o conforto dos seus líderes.

No banquete da política, o povo além de pagar a conta, recebe o prato sujo e ainda agradece a regalia.

Curtinhas

Filme

Gosto de sangue – HBO MAX - Dono de um bar  no Texas descobre que um de seus funcionários tem um caso com sua esposa. Ele contrata detetive  para assassiná-la com seu amante.

Frase

“Quem aprende a ficar sozinho sem se sentir sozinho descobriu o maior dos talentos humanos” (Schopenhauer, filósofo alemão).

“Mão firme contra a bandidagem”

Amanhã, 10, começam na TV e rádios as inserções nacionais do governador Ronaldo Caiado, candidato à presidência da República. As peças usam o mote “mão firme contra a bandidagem” e são produzidas pelo marqueteiro Paulo Vasconcellos.

Falta de transparência das ONGs

José Carlos Aleluia, deputado federal, proferiu ontem em SP palestra sobre a necessidade de uma legislação nacional, que garanta transparência total sobre o financiamento estrangeiro de ONGs atuantes no Brasil. Na plateia, empresários e políticos ligados à coordenação da candidatura do governador Ronaldo Caiado à presidência. Convidado, infelizmente; não pude comparecer.

Dificuldades para o “cessar fogo” (I)

Embora Israel e Irã tenham suspendido ataques diretos, persistem as investidas de Israel contra o Hezbollah, no Líbano. No dia de ontem, 8, o petróleo chegou a U$ 100 dólares o barril. O  dólar e  ouro subiram de cotação. As bolsas despencaram.

Dificuldades para o “cessar fogo” (II)

O temor de um conflito prolongado e de impactos na infraestrutura energética reverteu o otimismo de um “cessar fogo”. O grande risco  é o prolongamento do fechamento do Estreito de Ormuz. .Os estoques globais estão caindo rapidamente.

 UFRN entre melhores do mundo

São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná são os estados com as universidades mais bem colocadas no ranking das melhores do mundo. São 52 instituições do Brasil entre as duas mil melhores. A UFRN está na listagem em 15° lugar entre as brasileiras. Honra ao mérito!

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