NEY LOPES
A visita do Rei Charles III agora ao presidente Trump, em plena evolução de uma crise diplomática, é o exemplo típico da “realpolitik”, entendida como abordagem prática e pragmática da política e diplomacia, focadas no interesse nacional e no poder, em detrimento de ideais, ideologias, moralidade ou ética.
A crise diplomática recente (março de 2026) foi desencadeada por comentários contundentes de Donald Trump sobre a relutância do primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, em apoiar imediatamente os ataques aéreos dos EUA contra o Irã. Por trás dos brindes com champanhe e das piadas sobre "primos", a diplomacia entre Washington e Londres é um dos exercícios mais frios de uma aparente amizade, cujo conteúdo é de conflito permanente.
Guarda costa
O Reino Unido precisa de um "Guarda-Costas”, desde que o Império Britânico encolheu. Londres percebeu que, para manter sua relevância global, precisava estar “colada” na maior potência militar do mundo. Não é afeto; é sobrevivência. Se os EUA pararem de atender o telefone, o Reino Unido perde metade do seu peso geopolítico.
Por outro lado, para os americanos, o Reino Unido é o porta-aviões estratégico na beira da Europa. Ter um aliado que fala a mesma língua e tem um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU facilita muito a vida de Washington para validar suas intervenções internacionais. É uma conveniência logística e política.
Mão única
Diante dessa realidade há insatisfação do Reino Unido, que considera essa amizade uma via de mão única. Embora siga os Estados Unidos em guerras e crises, quando o Reino Unido precisa (como na Guerra das Malvinas, onde os EUA ficaram inicialmente divididos entre ajudar aliado "primo" ou não irritar os vizinhos latinos), Washington age apenas conforme o próprio interesse nacional.
Na prática, eles são "amigos" enquanto os interesses convergem. Quando um acordo comercial for prejudicial para o agronegócio americano ou uma guerra for cara demais para o Tesouro Britânico, a "árvore genealógica" é esquecida. Aquele. Aplica-se o ditado de Henry Kissinger (que foi um mestre dessa relação):"A América não tem amigos, apenas interesses."
Origens comuns
Winston Churchill, cujo pai era britânico e a mãe americana, foi quem popularizou a ideia de que esses dois povos eram uma família. Em 1946, ele afirmou que os países de língua inglesa tinham um destino comum.
Muitos presidentes americanos, incluindo George Washington, Barack Obama e o próprio Donald Trump (cuja mãe era escocesa), têm raízes genéticas diretas nas Ilhas Britânicas. No caso de Trump e Charles, a conexão é quase literal, já que ambos compartilham antepassados nas linhagens das Terras Altas da Escócia.
Mais do que um pacto diplomático, a aliança entre os Estados Unidos e o Reino Unido está se reinventando como o motor de uma nova arquitetura comercial, tecnologicamente integrada. Londres e Washington não são apenas parceiros de troca; são arquitetos de um ecossistema econômico vibrante, capaz de liderar o crescimento e a inovação no cenário internacional do século XXI.
Curtinhas
Filme
Em Comer, Rezar, Ladrar – NETFLIX - Cinco tutores de cães buscam a ajuda de carismático adestrador conhecido por realizar suas atividades nas montanhas. No entanto, em pouco tempo ele descobre que na verdade não eram os pets que precisavam de treinamento
Frase
"Cicatrizes são mapas de onde você já passou e lembretes de que você não desistiu."
Por quê? (I)
Diante dos índices acentuados de “indecisos” nas pesquisas para o Senado no RN, Flávio Rocha e o deputado Ezequiel Ferreira seriam boas opções. Mas, os comandos partidários seguem o refrão: "Quanto menos gente, melhor.".
Por quê? (II)
Foi negado apoio do bloco oposicionista à candidatura do deputado Ezequiel Ferreira para o senado. Motivo alegado: ele ter feito alianças com adversários. Um fato hilário! Pergunta-se: quem desse mesmo grupo é tão puro e coerente? Sem citar nomes, exemplos passados vão até traições. No caso de Ezequiel fez aliança para ajudar a governabilidade. Manteve postura de equilíbrio na convivência com todos os partidos.
Ajuda aviação
Companhias aéreas de baixo custo pedem ajuda para compensar os custos de combustível. Solicitam U$$ 2.5 bilhões para compensar parte do custo do combustível, que aumentou consideravelmente devido à guerra com o Irã.
Ingressos Copa
Dos 72 jogos da Copa do mundo 44 têm ingressos disponíveis na página oficial da FIFA. Os preços são altos e têm gerado críticas dentro e fora dos Estados Unidos. Apenas um dos três compromissos iniciais do Brasil apresentava bilhetes disponíveis para compra: o segundo pelo Grupo C, contra o Haiti, que será disputado na Filadélfia, em 19 de junho.
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