Ação do programa Amazônia Azul leva atendimento, orientação técnica e acesso a crédito para comunidades costeiras

Caravana Caminho dos Mares levou orientação técnica, acesso a políticas públicas (Foto: Divulgação/MIDR)
Brasília (DF) – Levar atendimento, orientação técnica e articulação institucional a pescadores, marisqueiras, empreendedores locais e comunidades tradicionais, com foco na geração de renda e no fortalecimento das cadeias produtivas da economia do mar. Com esse propósito, foi realizada mais uma etapa da Caravana Caminho dos Mares, realizada nesta quarta-feira (6), em Piaçabuçu, Alagoas. A iniciativa faz parte da estratégia do programa Amazônia Azul, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB). O objetivo é fortalecer o desenvolvimento sustentável da economia costeira, promover a inclusão produtiva e ampliar oportunidades para as populações litorâneas.
A Caravana Caminho dos Mares conta ainda com a parceria da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), das prefeituras municipais e de outras instituições locais, ampliando o alcance das políticas públicas nos territórios. Para a coordenadora de Análises Territoriais da Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR/MIDR), Ana Luísa Leal, a iniciativa reforça a presença do Estado nos territórios costeiros e amplia o acesso a políticas públicas. “A caravana aproxima o governo federal das comunidades, facilitando o acesso à informação, ao crédito e a ações de apoio produtivo, fortalecendo atividades locais e incentivando novas oportunidades de geração de renda”, afirmou.
Transformações na comunidade
Morador de Piaçabuçu, Antônio Santos é exemplo das transformações vividas pela economia local ao longo das últimas décadas. Filho de um trabalhador que transportava arroz das ilhas para o continente, ele cresceu em uma época em que a região era marcada pela produção orizícola, atividade que entrou em declínio após alterações no fluxo do Rio São Francisco, que afetaram a qualidade da água e inviabilizaram o cultivo.
Diante desse cenário, Antônio e sua família reinventaram sua forma de trabalho. “A gente saiu de uma realidade em que vivia do arroz e passou a apostar no turismo. Começamos com embarcações simples e, com o tempo, fomos estruturando melhor a atividade, que hoje é nossa principal fonte de renda”, relatou.
Segundo ele, o desenvolvimento do turismo também trouxe ganhos importantes para a preservação ambiental. “Hoje existe uma consciência muito maior sobre o cuidado com o Rio São Francisco. A gente entende que ele é nossa fonte de renda e precisa ser preservado”, destacou.
Sobre a realização da caravana, Antônio enfatizou o impacto direto da iniciativa para quem vive da economia local. “Esse evento é muito importante para a nossa comunidade. Ele traz oportunidade, apoio e condições para que a gente continue trabalhando, melhorando nossas embarcações e oferecendo um serviço cada vez melhor para quem visita a região”, afirmou.
A engenheira de pesca da Prefeitura de Coruripe (AL), Zilma Borges de Oliveira, também destacou a relevância da iniciativa para o acesso à informação por parte das comunidades. “Essa ação é muito importante, porque muitos trabalhadores ainda têm dificuldade de acessar informações de forma clara e direta. Momentos como esse facilitam o entendimento e ajudam a levar orientações que fazem diferença no dia a dia dessas pessoas”, ressaltou.
Caminho dos Mares
O Caminho dos Mares promove a articulação entre políticas públicas e instrumentos de financiamento voltados às populações costeiras, fortalecendo o desenvolvimento sustentável e ampliando oportunidades econômicas nos territórios.
A iniciativa já passou por municípios como Touros, no Rio Grande do Norte, e Jandaíra, na Bahia, consolidando uma agenda de escuta ativa e apoio ao desenvolvimento da economia do mar em diferentes regiões do país.
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