Ney Lopes
O encontro desta quinta 7,entre Lula e Trump na Casa Branca não é apenas "visita de cortesia", mas uma reunião de interesses pragmáticos A ideia de que Trump "abandonou" Bolsonaro para se aproximar de Lula é um reflexo do pragmatismo brutal que define o estilo do presidente americano. A diplomacia do "quem pode me dar o que eu quero" superou a afinidade ideológica de anos atrás.
Trump não tem amigos
Trump não tem amigos, tem interesses. Ele percebeu que brigar com o Brasil estava lhe prejudicando. Para resolver isso, ele "passou o trator" na antiga aliança ideológica e abriu o tapete vermelho para Lula, focando no que o Brasil pode oferecer agora: energia, minerais e estabilidade regional.
A guerra contra o Irã tornou Trump impopular domesticamente pelo aumento dos combustíveis. O Brasil é um dos poucos produtores de petróleo com capacidade de expansão rápida. Ele precisa que o Brasil aumente a oferta para ajudar a segurar o preço interno da gasolina, tirando-o do "buraco" eleitoral.
Corrida da economia americana
Por outro lado, Lula também joga estrategicamente. Os Estados Unidos estão em uma corrida desesperada por minerais críticos (lítio e terras raras) para não dependerem da China. As reservas brasileiras poderão ajudar.
Na disputa eleitoral em marcha, Lula desidrata o discurso da oposição, que tentava se vender como a única "ponte" para os EEUU. Trump tem o capital, mas Lula tem as chaves do depósito. É essa habilidade que definirá o peso do Brasil amanhã, 7, na mesa de negociações. Trump quer garantir exclusividade para empresas americanas e sinaliza que pode aliviar o "tarifaço" de 40% que impôs a produtos brasileiros (como café e carne).
Para Trump o interlocutor é Lula
A verdade verdadeira é que Trump não costuma gastar capital político com aliados que não estão mais no poder ou que não podem lhe oferecer benefícios imediatos. Para Trump, o interlocutor legítimo do Brasil agora é Lula
Bolsonaro, fora do poder, não tem como entregar benefícios; Lula tem a caneta. Trump ignora os apelos da família Bolsonaro, e envia mensagem clara: o Estado americano negocia com o Estado brasileiro, independentemente de amizades passadas.
A reação da família Bolsonaro foi de “choque”. Eduardo Bolsonaro chegou a chamar Lula de "malandro". Exemplo perfeito do curto-circuito ideológico, que a direita brasileira está vivendo, diante de um golpe emocional e político. Foi vendida a ideia de que possuíam uma "aliança de sangue" com Trump. Ao ver o republicano ignorar e apertar a mão de Lula, a única saída é tentar desqualificar a habilidade diplomática de Lula, chamando-a de "malandragem".
Esse aperto de mãos com Trump é o início de uma era de estabilidade mútua ou apenas um armistício temporário antes que o vendaval das próximas eleições varra novamente todas as certezas da América Latina?"
Curtinhas
Filme
“Máfia da dor” – NETFLIX - Em Máfia da Dor, após perder o emprego, Liza Drake começa a trabalhar em uma startup farmacêutica O que parece ser uma trajetória ascendente, se mostra um perigoso esquema de extorsão.
Frase
“A misericórdia exalta o cristão, mas a verdade o sustenta” (Papa Leão XIV).
Pesquisa presidencial
Pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data constata empate técnico de Lula (43%) e o senador Flávio Bolsonaro (44%) no segundo turno. Em outros cenários, Lula também empata com Caiado ou Romeu Zema. Com Ciro Gomes, ambos pontuam 43%.
João Faustino
Oportuna e merecida a homenagem póstuma que o deputado Benes Leocádio, presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal, presta hoje, ao ex-deputado João Faustino às 10h30, em Brasília. O parlamentar homenageado tem larga folha de serviços prestada à educação brasileira.
Últimas da guerra
- O Irã bloqueou a maior parte do comércio da vital rota marítima na entrada de Ormuz.
- Estima-se, que cerca de 1.600 navios estejam retidos na entrada do Golfo Pérsico. A Marinha dos EUA impôs um bloqueio a navios que entram ou saem do Irã.
- As reservas globais de petróleo despencam em ritmo recorde e pressiona o abastecimento. Os estoques de petróleo caíram quase 200 milhões de barris, ou 6,6 milhões de barris por dia, provocando um colapso na demanda de cerca de 5 milhões de barris por dia
- Duas embarcações comerciais fizeram a travessia sob escolta militar dos EUA. (Antes da guerra, cerca de 130 embarcações realizavam a passagem diariamente.)
- O regime iraniano estaria perdendo o controle? Rumores sobre Khamenei alimentam que ele poderá estar ferido, em coma, incapaz de governar.
- No final da tarde desta terça, 5, o Irã lançou nova onda de drones e mísseis contra os Emirados Árabes Unidos
Nenhum comentário:
Postar um comentário