quinta-feira, 21 de maio de 2026

ANÁLISE: COMO O RADICALISMO CEGO DEVORA O FUTURO DO BRASIL

 

Ney Lopes

O maior risco para a democracia brasileira talvez não esteja em um partido específico, mas no avanço de uma mentalidade intolerante que substitui o debate pelo fanatismo político.

Em vez de cidadãos críticos, surgem torcidas organizadas.

O comportamento dos extremos torna-se assustadoramente parecido.

Radicais petistas e bolsonaristas divergem nas ideias, mas se aproximam nos métodos, na agressividade e na incapacidade de admitir o contraditório.

Transformam adversários em inimigos, rejeitam o diálogo e alimentam a lógica do “nós contra eles”, em que não há espaço para ponderação, autocrítica ou convergência nacional.

O sequestro da razão

A política brasileira tornou-se emocional e cada vez menos racional.

O debate público foi capturado por sentimentos extremados.

Toda intolerância começa desacreditando instituições, demonizando opositores e estimulando o dogmatismo.

O perigo não está apenas nos líderes radicais, mas nas multidões incapazes de questioná-los.

Voltaire advertia: “Aqueles que podem fazer você acreditar em absurdos podem fazer você cometer atrocidades”.

Séculos depois, a lição se aplica perfeitamente à fratura ideológica que divide o país.

Inimigos da pátria

No Brasil atual, muitos deixaram de apoiar projetos para idolatrar líderes.

Criou-se uma lógica quase religiosa: críticas são tratadas como heresia, fatos inconvenientes são descartados e opositores deixam de ser cidadãos para virar “inimigos da pátria”.

Enquanto os radicais gritam, o Brasil real continua esperando soluções para problemas concretos: educação precária, insegurança, desigualdade, corrupção, saúde pública deficiente e baixo crescimento econômico.

Joaquim Nabuco dizia que “o verdadeiro patriotismo é o que concilia a pátria com a humanidade”.

Talvez esteja aí a lição esquecida pela política nacional: amar o Brasil não deveria significar odiar metade dos brasileiros.

O futuro democrático do país dependerá menos de líderes messiânicos e mais da capacidade coletiva de recuperar a moderação. Democracias maduras não são construídas por unanimidades forçadas, mas pela convivência respeitosa entre as diferenças.

O extremismo produz aplausos imediatos, mas destrói consensos, paralisa instituições e corrói o Estado de Direito.

A História é implacável com nações que trocam a sensatez pelo dogmatismo.

Quando o ódio cego assume o controle, o país sabota a si mesmo e marcha rumo ao colapso.

Afinal, a democracia não sobrevive em um ambiente onde o dissenso é tratado como heresia.

Curtinhas

Filme

“História de um casamento” – NETFLIX- Um casal passa por muitos problemas e decidem se divorciar. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar da separação. Mas depois mudam de ideia e surgem discordâncias. .

Frase

"O amor maduro não é aquele que não enfrenta crises, mas aquele que diante dos problemas, decide sentar lado a lado para consertar o que parece quebrado."

Nova edição da “Pátria não é de ninguém”

O livro do advogado e escritor François Silvestre – “A Pátria não é de ninguém” -ganha nova edição e está no site da Editora Escribas, com frete grátis para todo o país. O Autor, que vive em Martins, verdadeira ilha de paz no RN, é uma das vozes mais competentes e vigorosas da literatura potiguar.

Ataque ao México

Fala-se em Washington DC, que se Trump continuar caindo nas pesquisas e sua guerra com o Irã se prolongar, ele ordenaria um ataque aos cartéis de drogas do México. Faria isso com o duplo objetivo de mobilizar sua base ultranacionalista e desviar a atenção do conflito no Oriente Médio.

Últimas da guerra

O principal negociador do Irã diz que os Estados Unidos querem reiniciar a guerra e realizam "movimentos abertos e clandestinos", que sinalizam um novo ataque.

Já Trump confirma e declara que o exército dos EUA pode ter que atacar o Irã “ainda mais forte”.

O presidente do Irã diz que “todos os caminhos estão abertos”, enquanto pede “respeito na diplomacia e destaca estar honrando seus compromissos para evitar a guerra. Afirma que "forçar o Irã a se render por coerção não passa de uma ilusão”.

A proposta de paz de Teerã para os EEUU envolve o fim das hostilidades, incluindo o Líbano, a saída de forças dos EUA de áreas próximas ao Irã e reparações para destruição causada pela guerra

O Irã ameaça espalhar a guerra além do Oriente Médio, se os Estados Unidos atacarem novamente

Os Estados Unidos mantêm uma forte presença naval no Mar Mediterrâneo e no Golfo para blindar os sistemas de defesa de Israel. A comunidade internacional pressiona por uma mesa de negociações para evitar uma guerra regional.


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