Créditos: Ricardo Stuckert/PR
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva projeta um superávit efetivo de R$ 8 bilhões nas contas públicas em 2027, primeiro ano do próximo governo. Se confirmado, será o primeiro resultado positivo desde 2022.
A estimativa consta no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027 e prevê uma meta fiscal de superávit de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do PIB. No entanto, a exclusão de R$ 65,7 bilhões em despesas — como parte dos precatórios e investimentos em áreas como saúde, educação e defesa — reduz significativamente o resultado final.
Espaço para déficit mesmo com meta positiva
Apesar da meta formal de superávit, a regra fiscal permite uma margem de tolerância de R$ 36,6 bilhões. Na prática, o próximo governo poderá gastar até R$ 29,1 bilhões acima das receitas sem descumprir o limite estabelecido.
Esse cenário contribui para a continuidade da pressão sobre a dívida pública. A projeção do governo é de que a dívida bruta alcance 86% do PIB em 2027, com pico estimado em 87,8% em 2029, antes de iniciar trajetória de queda.
Projeções dependem de crescimento econômico
Os números apresentados pela equipe econômica consideram crescimento do PIB acima de 2,5% ao ano a partir de 2027 — patamar superior às estimativas do mercado, que giram entre 1,8% e 2%.
O governo afirma que o objetivo do cenário projetado é estabilizar a dívida ao longo dos próximos anos, com metas crescentes de superávit:
- 1% do PIB em 2028
- 1,25% em 2029
- 1,5% em 2030
O PLDO de 2027 ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional. O governo tem até 31 de agosto para enviar o PLOA (Lei Orçamentária Anual), que detalhará a distribuição dos recursos.
Fonte: 98 FM Natal
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