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Com quase 400 pares de sapatinhos de bebês, grupos pró-vida se reuniram na manhã desta terça-feira (28) na área externa da Catedral de Brasília para protestar contra a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Representantes do ato também visitaram nesta tarde os gabinetes de mais de 40 senadores que ainda não manifestaram seu voto.
O protesto foi organizado pela fundação conservadora CitizenGO com o apoio do Instituto Isabel a fim de expor a posição de Jorge Messias. Para isso, os voluntários lembram do parecer assinado por ele, como advogado-geral da União, na ADPF 1141.
A ADPF foi proposta pelo PSOL para derrubar uma norma do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibia aborto de bebês com mais de 22 semanas por assistolia fetal, e a AGU, com a assinatura de Messias, concordou com o pedido psolista, afirmando que a restrição do Conselho suprimiria o direito de escolha da mulher. A resolução foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, em maio de 2024.
Segundo os organizadores da ação desta terça-feira (28), o movimento simboliza parte das vidas que teriam sido perdidas desde maio de 2024 devido à suspensão da resolução.
Além disso, informam que a ação expõe o impacto humano das políticas de aborto defendidas por Jorge Messias e alerta para o risco de consolidação legal do aborto no Brasil até o nono mês de gestação, caso a indicação de Messias seja aprovada para o STF.
O protesto terminou por volta das 12h com uma benção proferida por um Padre de Brasília, e os sapatinhos expostos foram recolhidos e doados para uma associação pró-vida.
Com informações de Gazeta do Povo
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