Ney Lopes
Hoje, 7, é um dia de grande tensão global. O presidente Trump lançou o ultimato para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, até 20 horas ET (Eastern Time), que corresponde às 22:00 (10 da noite) no horário de Brasília. Referiu-se à liderança iraniana como "vocês filhos da puta loucos" e avisou que eles "queimariam no inferno", se o Estreito de Ormuz não fosse aberto.
Ele disse que atacaria “todas e cada uma” das usinas de energia do país, provavelmente simultaneamente. Prometeu que, se o prazo não fosse cumprido, "terça-feira, 7, será o Dia das Usinas e o Dia das Pontes". As ameaças de bombardear usinas e o terminal de petróleo provocaram disparos nos preços globais do petróleo e aumento da tensão global.
A ameaça coloca a região em um "cenário de pesadelo", com riscos de escalada. Trump foi mais além ao admitir confiscar o petróleo iraniano e controlar a ilha de Kharg — local que processa 90% do petróleo cru exportado pelo Irã. Juristas afirmam, que o bombardeio deliberado de infraestrutura civil, como usinas que atendem hospitais e escolas, viola o Estatuto de Roma e o Direito Internacional Humanitário.
As incertezas aumentam com a declaração de Trump, de que “eu não preciso do direito internacional". Quando questionado se havia algum limite para seus poderes globais, ele respondeu: "Sim, há um limite. Minha própria moralidade".
Bomba atômica
Neste cenário, paira o risco da “bomba atômica”, diante do alerta iraniano de que ataques ocidentais contra suas instalações nucleares trariam consequências graves e riscos de vazamentos radiológicos. O governo anunciou possuir capacidade técnica para produzir uma arma nuclear em apenas um dia caso seja atacado. O Irã já atingiu níveis de enriquecimento de urânio superiores a 80%, muito próximos do necessário para fins bélicos.
A morte do Ayatollah Khamenei removeu o principal pilar teológico que impedia o avanço atômico, criando um vácuo de poder onde a Guarda Revolucionária pode ver a bomba como a única garantia de sobrevivência do regime .
Desafio
Na verdade o conflito iniciado com o objetivo de uma "decapitação" rápida do regime iraniano, evoluiu para uma guerra de desgaste mais longa e exaustiva, com o Irã retaliando e se recusando a ceder. Em resumo, a combinação de objetivos geopolíticos, a resistência iraniana e a complexidade militar na região torna o fim da guerra Estados Unidos vs Irã um desafio, com analistas alertando para a dificuldade de prever um final rápido.
Curtinhas
Filme
Ida – PRIME VÍDEO - Polônia, anos 1960. Quando está prestes a fazer seus votos, a noviça Anna descobre um segredo familiar sombrio que remonta à ocupação nazista. Ela embarca numa jornada com seu único parente vivo para descobrir mais sobre seus ancestrais, revelando certas verdades que estavam melhor escondidas.
Frase
Saber encontrar a alegria na alegria dos outros é o segredo da felicidade. ...
Dificuldades para o fim de guerra
A maior dificuldade para uma retirada dos Estados Unidos do conflito com iranianos seria que os israelitas provavelmente continuariam a tentar atacar o Irã, e, portanto, o conflito em si não terminaria.
Biblioteca de Stalin
Chega este mês ao Brasil "A biblioteca de Stalin — os livros que formaram o poder e a mente do ditador" (Matrix Editora) A propósito, a estante de Stalin abrigava clássicos de Dostoiévski, Shakespeare, Balzac e Cervantes.
Carros mais vendidos (I)
Com larga vantagem, o compacto elétrico BYD Dolphin Mini foi o mais vendido entre os eletrificados. A BYD domina o Top 10. Entre elétricos e híbridos, aparece com cinco modelos diferentes: Dolphin Mini, Dolphin, Song Pro, Song Plus e King. A também chinesa GWM mantém o bom desempenho.
Carros mais vendidos (II)
A japonesa Toyota tem três carros entre os eletrificados mais vendidos. A grande surpresa fica por conta do novato Yaris Cross, que aparece na quinta posição do ranking. O SUV Corolla Cross e o sedã Corolla também são destaques.
Racha
Disputa por vice de Flávio Bolsonaro aumenta racha na direita. Centrão tenta emplacar o nome da ex-ministra Tereza Cristina, enquanto ala ideológica prefere o governador de Minas Gerais, Romeu Zema
Dependência de Cuba
Cuba, assolada pela escassez de energia, aprofunda sua dependência da tecnologia solar chinesa. As importações dessa tecnologia dispararam, oferecendo algum alívio para o país que agora enfrenta um bloqueio de petróleo quase total.
Trump chama contrários de “tolos”
Questionado sobre o que diria aos americanos que são contra a guerra, Trump respondeu: "Eles são tolos. “Porque a guerra é sobre uma coisa – o Irã não pode ter uma arma nuclear", disse ele.
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