Foto: Reprodução
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso novamente nesta sexta-feira (27) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A detenção ocorreu em sua residência em Teresópolis e faz parte da Operação Unha e Carne, ligada à ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas, segundo a Polícia Federal.
A defesa de Bacellar, assinada pelos advogados Daniel Bialski e Roberto Podval, classificou a prisão como “indevida e desnecessária”. Segundo o comunicado, o ex-parlamentar vinha cumprindo todas as medidas cautelares impostas e a equipe jurídica informou que vai recorrer para que a decisão seja revista e revogada o quanto antes.
Bacellar já havia sido preso em 3 de dezembro de 2025, acusado de repassar informações sigilosas sobre investigação policial envolvendo outro deputado estadual, TH Joias. Documentos da PF indicam que Bacellar teria alertado o colega sobre a ordem de prisão e orientado a apagar dados do celular, conforme relatório oficial.
Na época, o plenário da Alerj aprovou, por 42 votos a 21, a revogação da prisão de Bacellar. Posteriormente, ele teve liberdade provisória concedida pelo STF em 9 de dezembro de 2025, segundo decisão de Moraes. A Polícia Federal informou que a operação desta sexta-feira segue em andamento, mas não divulgou detalhes sobre outros alvos ou etapas do procedimento.
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