sexta-feira, 13 de março de 2026

Orgias e agressão: ex-jogador Carlos Alberto é expulso de condomínio

 


CRÉDITS. REPRODUÇÃO

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a expulsão do ex-jogador Carlos Alberto Gomes de Jesus do condomínio Alphaland Residence Club, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. A decisão foi proferida no dia 6 de março pela 1ª Vara Cível da regional, mas ainda cabe recurso. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a sentença, o ex-atleta foi alvo de pelo menos 52 ocorrências registradas entre junho de 2019 e março de 2023. Entre os relatos estão festas com música alta em diferentes horários, gritaria, ofensas, uso inadequado de áreas comuns e outros comportamentos considerados incompatíveis com a convivência no condomínio.

O processo foi movido pelo condomínio contra a empresa Two Stars Marketing Esportivo Ltda., proprietária formal do imóvel, e contra o próprio ex-jogador, que mora no apartamento. Moradores também relataram episódios mais graves, como agressões, danos a patrimônio e atitudes consideradas inadequadas em área visível a outros apartamentos.

De acordo com o condomínio, mais de R$ 20 mil em multas foram aplicados ao longo dos anos, sem que as penalidades interrompessem os episódios.

Decisão judicial

Na decisão, a juíza Erica Batista de Castro afirmou que as provas demonstram “conduta antissocial reiterada e incompatível com a convivência condominial”. Segundo ela, como as advertências e multas não surtiram efeito, a exclusão do morador é medida admitida pela jurisprudência.

A sentença determina que Carlos Alberto deixe o condomínio e perca o direito de uso do apartamento, embora a propriedade do imóvel continue com a empresa ligada ao ex-jogador.

A magistrada também fixou multa de até R$ 100 mil em caso de descumprimento das determinações judiciais.

Defesa

Na contestação, Carlos Alberto afirmou ser vítima de perseguição por parte do condomínio. Ele admitiu ter se excedido em algumas ocasiões relacionadas ao volume da música, mas negou acusações mais graves.

A defesa também pediu indenização por danos morais, alegando prejuízo à imagem pública do ex-atleta após a repercussão do caso na mídia. O pedido, porém, foi rejeitado pela Justiça por falta de comprovação.

Revelado nas categorias de base do Fluminense Football Club, o ex-meia teve passagens por clubes do futebol brasileiro e europeu. Até o momento, a defesa não informou se pretende recorrer da decisão.


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