Estamos cada vez mais próximos de 4 de abril, data limite estabelecida pela Justiça Eleitoral para que todas as futuras candidatas e os candidatos estejam com a filiação partidária devidamente deferida pela legenda pela qual pretendem disputar as eleições de 2026.
O prazo também marca outro movimento decisivo no tabuleiro político: é o limite para que governadoras, governadores, prefeitas e prefeitos renunciem aos seus cargos caso desejem concorrer a outras funções eletivas no próximo pleito.
Até lá, os bastidores da política potiguar prometem dias de intensa movimentação. As articulações passam, principalmente, pela montagem das nominatas para deputado federal e deputado estadual, etapa estratégica para os partidos que buscam competitividade e sobrevivência eleitoral.
Entre os que terão de tomar uma decisão dentro desse prazo, está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), que demonstra estar mais do que disposto a entrar na disputa pelo Governo do Estado e será, de fato, candidato em 2026.
Um grande ponto de interrogação permanece em torno da governadora Fátima Bezerra (PT). A eventual renúncia para disputar uma vaga no Senado segue como tema central das conversas, especulações e cálculos políticos.
Enquanto isso, os rearranjos partidários começam a expor as primeiras turbulências. O imbróglio envolvendo o possível recuo do ex-deputado Kelps Lima em ingressar no União Brasil é apenas um exemplo do que ainda pode surgir até o fechamento da janela política.
Nos próximos dias, veremos negociações discretas, pressões internas e mudanças de rota que fazem parte do jogo eleitoral. Afinal, em política, prazos costumam acelerar decisões que, em circunstâncias normais, levariam meses para amadurecer.
Até 4 de abril, o cenário ainda pode mudar bastante. E, diante da intensidade que se anuncia nos bastidores, vale o velho aviso: quem for fraco que se segure na sela.

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