O jornalista Elio Gaspari publicou neste domingo (8), na Folha de S.Paulo, um artigo que repercute nos bastidores políticos e jurídicos de Brasília. Com o título “O Master acabou no STF”, o colunista aborda desdobramentos envolvendo o escândalo relacionado ao Banco Master e sua proximidade com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Logo no início do texto, Gaspari lembra que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli — citados em meio à controvérsia envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro — estavam entre os que se posicionaram contra a criação de um código de ética proposto pelo ministro Edson Fachin para a Corte.
Segundo o colunista, “por caminhos diferentes, os dois levaram o escândalo do banco para dentro do Supremo”. Gaspari menciona que Toffoli teve um resort do qual era sócio vendido ao cunhado de Vorcaro. Já Moraes teria trocado mensagens com o banqueiro e, de acordo com o texto, o escritório de advocacia de sua esposa e filhos teria sido contratado pelo banco, com honorários mensais de R$ 3,6 milhões.
O jornalista argumenta que, caso existisse um código de conduta no STF, situações desse tipo poderiam ter sido evitadas. Para ele, Toffoli poderia ter alertado os demais sócios do resort sobre o risco da negociação, enquanto Moraes poderia ter determinado o afastamento da banca de advocacia da família de qualquer relação com o banco.
O tema também foi abordado pela jornalista Vera Magalhães, em comentário publicado no jornal O Globo. Ela observou que a atuação de Moraes em investigações relevantes não o isenta de prestar esclarecimentos sobre outros episódios.
“O fato de ter sido responsável pela relatoria que desvendou a tentativa de golpe de Estado não o torna remido de prestar contas sobre todas as suas outras ações antes e depois”, escreveu.
HEITOR GREGÓRIO.

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