Créditos: Carlos Moura/Agência Senado
A base governista vai apresentar um recurso junto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar anular a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que aprovou a quebra de sigilo bancário de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A informação é do O Antagonista.
Além disso, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que iria ingressar com uma representação junto ao Conselho de Ética do Senado contra o presidente da CPMI Carlos Viana (Podemos-MG) por suspeita de fraude.
Como mostramos mais cedo, após a sessão, houve socos e empurrões. Os mais exaltados foram o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
A votação dos requerimentos ocorreu em bloco e de forma não nominal. Assim, segundo Carlos Viana, o painel da CPMI marcava o quórum de 31 presentes. Segundo Viana, o governo teve 14 votos contra a aprovação dos pedidos. Por esse raciocínio, a oposição teria pelo menos 17 votos a favor dos pedidos.
A discussão sobre o quórum de votação da sessão que aprovou devassa em contas de Lulinha
Já na visão da base governista, imagens da sessão mostraram que apenas sete parlamentares da oposição votaram a favor do requerimento, contra os 14 votos dos petistas.
“O senhor presidente não atendeu um conjunto de requerimentos nossos, que entre outros, pedir investigação sobre o PRB, pedir investigação sobre a empresa do senhor Zema. Investigação não pode ser investigação seletiva”, declarou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues.
“Mesmo com essa maioria, ele [Viana] proclamou um resultado diferente”, argumentou Paulo Pimenta.
“O governo veio pra cá com a decisão de que ou se coloca os nomes que eles querem todos ou se não se votaria nada. Eu só vou colocar em pauta nomes que estejam ligados diretamente à investigação. Eu não vou agir politicamente contra ninguém. E o resultado é que o jogo virou. Vieram pra cá tentando blindar toda a pauta, não tiveram os votos necessários”, declarou o presidente da CPMI Carlos Viana.
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