sábado, 14 de fevereiro de 2026

Da coluna de Andreza Marais no Metrópoles


O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria tentou reaproximar o empresário mineiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, ainda antes de as investigações sobre o Banco Master chegarem ao Supremo.
Depois de ter comprado a participação do ministro no resort Tayayá, por meio de um fundo de investimentos, Vorcaro se distanciou de Dias Toffoli. A relação entre os dois, até então, era descrita como próxima. A participação de Toffoli, por meio da empresa Maridt Participações S.A, foi vendida em setembro de 2021.
Fábio Faria se dispôs a fazer a ponte. Marcou um encontro entre os dois fora das dependências do Supremo. Mas a conversa, em vez de ajudar, esfriou de vez a relação. Vorcaro teria ficado incomodado com um comentário de Toffoli envolvendo outro banqueiro.
Amigo íntimo de Vorcaro, Fábio Faria aparece inúmeras vezes em conversas resgatadas pela Polícia Federal no celular do dono do Master. Os dois tinham negócios em comum, e o ex-ministro das Comunicações funcionava como uma espécie de elo entre Vorcaro e o meio político.
Em uma das mensagens encontradas pela PF e relatadas nas 200 páginas que a corporação enviou ao Supremo nesta semana, Vorcaro informa Fábio Faria que Toffoli poderia mudar o voto em um julgamento envolvendo ações indenizatórias decorrentes do controle estatal de preços no setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. O caso refere-se à Usina Alcídia, em Teodoro Sampaio (SP).

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