Gilvania Guedes Teixeira Véras - Psicóloga da Casa Durval Paiva - CRP: 17/4268
Na jornada do tratamento oncológico infantojuvenil, o suporte emocional é tão essencial quanto os cuidados médicos. Na Casa Durval Paiva, os grupos terapêuticos desempenham um papel fundamental nesse processo, oferecendo acolhimento, troca de experiências e apoio psicológico para pacientes e familiares. A força do coletivo se manifesta nesses encontros, onde cada história compartilhada fortalece não apenas quem fala, mas também quem escuta.
Atualmente, a Casa de Apoio conta com três grupos terapêuticos semanais: o Grupo De Mãos Dadas, voltado para acompanhantes e familiares; o Grupo Lúdico, para crianças; e o Grupo de Adolescentes, que proporciona um espaço seguro para jovens em tratamento. Como a participação é aberta ao público presente na casa, cada encontro tem uma dinâmica única, ajustada às necessidades daquele dia.
Nos encontros, os participantes encontram um espaço de acolhimento e escuta ativa, onde podem expressar seus medos, ansiedades e esperanças sem julgamentos. No Grupo De Mãos Dadas, por exemplo, mães e outros familiares compartilham os desafios da rotina de tratamento, criando uma rede de apoio, que alivia a sobrecarga emocional. Segundo Lima et al. (2022), o suporte social é uma estratégia eficaz de enfrentamento para famílias de crianças e adolescentes com câncer, promovendo bem-estar e resiliência.
Nos grupos infantil e de adolescentes, as atividades lúdicas e interativas ajudam a ressignificar o processo de adoecimento, trazendo leveza e fortalecendo a resiliência emocional dos pacientes. A implementação de intervenções psicoeducacionais em grupo tem demonstrado eficácia terapêutica significativa em contextos oncológicos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e auxiliando no processo de enfrentamento da doença (Franco et al., 2009).
As dinâmicas utilizadas variam a cada encontro, garantindo que os participantes possam explorar diferentes formas de expressão emocional. Jogos, desenhos, rodas de conversa e técnicas de relaxamento são algumas das estratégias empregadas para promover o bem-estar.
Mais do que momentos terapêuticos, esses grupos se tornam espaços de pertencimento, onde pacientes e familiares percebem que não estão sozinhos nessa caminhada. De acordo com Gomes et al. (2019), a resiliência dos cuidadores familiares de crianças e adolescentes em tratamento oncológico está diretamente relacionada ao suporte emocional recebido e à qualidade das interações sociais.
Dessa forma, os grupos terapêuticos da Casa Durval Paiva cumprem um papel essencial no suporte emocional de pacientes e familiares, proporcionando acolhimento, troca de experiências e fortalecimento da resiliência. A cada encontro, dinâmicas variadas promovem a expressão emocional e o sentimento de pertencimento, ajudando a tornar a jornada do tratamento menos solitária. Assim, a Casa não apenas abriga, mas transforma vidas, reafirmando que a luta contra o câncer infantojuvenil é compartilhada e que ninguém precisa enfrentá-la sozinho.
At.te
Michelle Phiffer
Assessora de Imprensa
DRT: 1825 / RN
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