Ney Lopes
Se o mundo inteiro seguisse o dilema demográfico da Suíça — uma das menores taxas de natalidade da história (1,29 filhos por mulher em 2024) — a humanidade enfrentaria transformação radical na estrutura da sociedade.
O país enfrenta o desafio de ter cada vez menos jovens entrando no mercado de trabalho para sustentar número crescente de aposentados.
Atualmente, debate propostas para limitar sua população a 10 milhões de habitantes a fim de preservar sua qualidade de vida e recursos.
Por outro lado, o Japão vive uma crise demográfica sem precedentes, com redução populacional contínua há 16 anos.
A população japonesa encolheu em mais de 900.000 pessoas. O número de nascimentos atingiu o nível mais baixo desde 1899, com projeções de menos de 670 mil bebês para 2026.
Diferente do Japão, cresce a população da Suíça, embora com uma taxa de fecundidade historicamente baixa (1,29 filhos por mulher).
A Suíça enfrenta desafios com o envelhecimento da população, porém a situação do Japão é mais extrema, levando a uma sociedade "superenvelhecida", onde quase 30% da população tem mais de 65 anos. Esse declínio causa “redução na economia”.
A imigração ainda é insuficiente para compensar as mortes.
Suíça cresceu
A população da Suíça cresceu cerca de cinco vezes mais rápido que a média dos Estados-membros vizinhos da União Europeia, na última década.
Cerca de 27% dos residentes suíços não são cidadãos Se a população atingir 10 milhões, novas restrições entrarão em vigor, e se os números não começarem a cair, o governo será obrigado a sair do acordo de livre circulação, de longe seu maior mercado de exportação.
No Japão é chamado de “"Japanificação” o déficit de 11 milhões de trabalhadores até 2040. Impostos e seguros já consomem quase 50% da renda de muitos trabalhadores.
Trata-se de um parceiro estratégico para a União Europeia. A sua população é um pilar essencial na economia, tecnologia e segurança.
Representa quase um quarto do PIB global e 20% do comércio mundial de bens e serviços.
Neste contexto, uma verdade subsiste: a Suíça não opera no vácuo; ela é um motor vital para a Europa.
Curtinhas
Filme
Enfermeira – Minissérie – NETFLIX - Recém-chegada ao hospital, uma enfermeira desconfia que o desejo da colega por atenção pode estar ligado a várias mortes de pacientes. Baseada em uma história real.
Frase
Às vezes você ganha, às vezes você aprende.
Venezuela muda pouco
Pouco mais de um mês depois da ação norte-americana que afastou Maduro as expectativas em relação ao futuro do país infelizmente são mais modestas que na sequência imediata da operação ordenada por Donald Trump. Maduro é carta fora do baralho. O chavismo continua governando o país e não dá sinais de que vá deixar o poder nem mesmo no médio prazo.
Difícil de entender
Impossível justificar “por quê” razões não sai a CPI do Banco Master, que envolve R$ 1 bilhão investidos em papéis podres pela RioPrevidência. O rombo do Master, como se sabe, pode chegar a R$ 100 bilhões, único na história.
Fracos sofrem o que devem (I)
O primeiro-ministro canadense Mark Carney descreveu recentemente o mundo para o qual o presidente Trump está nos arrastando, quando lembrou este aforismo: "Os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem".
Fracos sofrem o que devem (II)
A citação provém do relato de Tucídides sobre uma negociação entre Atenas e os governantes da ilha de Melo. Os melianos, que não eram páreo para os atenienses, desejavam manter-se neutros. Queixaram-se da exigência de Atenas para que se submetessem ao seu domínio. Os atenienses responderam que as questões de justiça só existem entre iguais. Entre os fortes e os fracos, só existe a força.
Fracos sofrem o que devem (III)
O diálogo é famoso por retratar de forma contundente os ditames do realismo político. Ele demonstra que o mundo não é guiado por ideais e valores, mas sim regido apenas pelo poder.
Janja quer desfilar no carnaval
Janja ainda insiste em desfilar na Marquês de Sapucaí, no domingo, na Acadêmicos de Niterói, escola que vai homenagear Lula num ano eleitoral. O marqueteiro João Santana, resumiu o que pode ser a consequência de Janja na passarela:
— “O maior risco não é o de vaias. Mas, sim, a repercussão fora das bolhas de batucadas espalhadas pelo Brasil. Imagine qual será a reação no interior de São Paulo e em outros bolsões do Sudeste e do Sul onde Lula precisa desesperadamente de votos. Imagine no meio evangélico. Imagine que ganho adicional pode ter esse desfile no Nordeste”.
O que deve fazer a oposição
Sobre Janja desfilar ou não domingo próximo, a oposição deveria seguir Napoleão Bonaparte: “Nunca interrompa seu inimigo enquanto ele estiver cometendo um erro."
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