Ney Lopes
O presidente Donald Trump continua com a “ideia fixa” de que a sua derrota na eleição presidencial de 2020 foi resultado de irregularidades.
A mesma tese que impregnou em Bolsonaro e seus seguidores.
Agora se aproximam as eleições de meio de mandato e o seu objetivo é o controle tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado.
O Partido Republicano pressiona pela aprovação do “SAVE América Act”, que visa impor padrões nacionais ao processo eleitoral.
Exige, por exemplo, que novos eleitores apresentem documentos originais de cidadania (como passaporte ou certidão de nascimento) presencialmente para se registrar em eleições federais.
Elimina a votação pelos Correios, uma tradição americana.
Existem maneiras mais fáceis e econômicas de aprimorar a verificação de cidadania, sem criar novas barreiras para eleitores elegíveis.
Privação do direito ao voto
Críticos e organizações de direitos civis argumentam que tais medidas podem privar milhões de cidadãos do direito ao voto, especialmente mulheres (devido a mudanças de sobrenome), jovens e minorias que não possuem acesso fácil aos documentos exigidos.
Hoje, cada estado americano organiza sua própria votação, seguindo regras locais. Trump argumenta que o governo federal deveria intervir e supervisionar o pleito em locais onde ele considera que o sistema não é seguro.
Ele afirma que as regras atuais permitem irregularidades e que a unificação das normas é necessária para garantir a honestidade dos resultados, chegando a sugerir que o governo federal assuma essa responsabilidade já nas eleições deste ano.
Resistência ao projeto
Embora tenha passado na Câmara, o projeto enfrenta resistência no Senado, onde são necessários 60 votos para aprovação — um número que os republicanos hoje não possuem sozinhos.
Além disso, a Justiça americana tem bloqueado decretos presidenciais anteriores sobre o mesmo tema.
Muitos estados argumentam que a Constituição garante a eles, e não ao presidente, o poder de decidir como as eleições devem ser conduzidas em seus territórios.
Os fatos mostram que a democracia americana, sob a ótica de Trump, ao invés de ser exemplo, tem se transformado em “cobaia” para apontar irregularidades graves no processo de votação e colocar em risco as eleições.
Por isso, espera-se uma solução do Congresso, ou demais poderes americanos.
O que não pode é um Presidente, de vocação autoritária como Trump, manipular esse cenário e torná-lo um instrumento usado para a sua própria sobrevivência política.
Curtinhas
Filme
“Maré Vermelha” = DISNEY - Em um submarino nuclear americano paira a dúvida se devem ou não bombardear russos rebeldes, que se apoderaram de um míssil nuclear que pode ser usado contra os Estados Unidos.. Enquanto um oficial deseja disparar, o outro acha prudente esperar a confirmação e um conflito interno se estabelece pelo controle do submarino.
Frase
“Os homens distinguem-se pelo que fazem; as mulheres, pelo que levam os homens a fazer”.
Solidão
Na Espanha, quase cinco milhões e meio de pessoas vivem sozinhas. Elas representam 28% de todos os domicílios. 6,8% da população brasileira total (ou 9% considerando apenas maiores de 18 anos) moram sozinhos, um número que cresceu 52% em 12 anos.
BYD lidera
Os registros de carros novos da BYD, um reflexo das vendas, saltaram para 18.242 unidades em toda a União Europeia, Reino Unido, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. A gigante chinesa registrou um aumento de quase três vezes, em relação a um ano antes, de seus veículos elétricos e híbridos.
Discurso da União
Em seu discurso no Congresso sobre o Estado da União, o presidente Trump não se deu ao trabalho de apresentar uma série de novas políticas. Como um ex-produtor de reality shows, ele passou quase duas horas provocando os democratas enfurecidos na câmara e tentando defini-los como "doentes", “malucos”, antipatrióticos e completamente em desacordo com os valores da maioria dos americanos.
Venezuela
A lei de anistia entrou em vigo e o governo garantiu a liberdade de mais de 300 presos. Os pedidos já começaram a chegar aos tribunais. A lei é seletiva e excludente. Por si só, não consegue reparar a enorme dívida de violações de direitos humanos cometidas durante os últimos 27 anos de governos chavistas.
Mortes
No Irã, o regime está aumentando as sentenças de morte. Sete jovens iranianos foram condenados à morte após os protestos de janeiro, enquanto milhares foram presos. A justiça está sendo usada como instrumento de repressão
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