quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sindicatos estudam cobrar na Justiça juros pelo atraso no pagamento do 13º

 


                                                      Créditos: Reprodução Sindsaúde RN

Os sindicatos ligados aos trabalhadores da educação e da administração direta do Rio Grande do Norte estudam entrar com uma ação na Justiça Estadual para cobrar os juros pelo atraso no pagamento do 13º salário pelo Governo do Estado. O benefício, referente ao ano de 2025, deveria ter sido creditado na conta dos servidores, aposentados e pensionistas no último dia 9 de janeiro. A conclusão do pagamento, contudo, só foi feita na última terça-feira (13).

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp/RN), Janeayre Souto, esclarece que a entidade deve dialogar com sua assessoria jurídica até a próxima semana para reivindicar o pagamento dos juros junto à Justiça Estadual. Segundo ela, “o governo rasgou a Constituição Federal, a Constituição Estadual e o Regime Jurídico Único” e o Sindicato está disposto a levar o caso até às instâncias superiores, caso seja necessário.

Janeayre Souto destaca que o atraso gerou diversos impactos aos trabalhadores e muitos precisaram pedir ajuda financeira aos familiares pela demora no pagamento. “Essa ação não pode ser tratada com ar de normalidade. Quem vai pagar os juros acumalados de todos esses dias de atraso? Vai ser o culpado, o Estado, ou serão as vítimas, os servidores aposentados e os pensionistas?”, completa.

A coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Rio Grande do Norte (Sinte/RN), Fátima Cardoso, repercute uma visão semelhante. De acordo com ela, a realização de uma ação judicial é “inevitável” e a expectativa é que o Sindicato realize uma assembleia geral para aprovar a medida no próximo mês. A estimativa da entidade é de que cerca de 18 mil trabalhadores da educação, entre ativos e aposentados, foram impactados pelos atrasos no pagamento do décimo terceiro.

Na terça-feira (13), os servidores da saúde realizaram uma mobilização em frente à Governadoria para conseguir uma reunião com representantes do governo. “O movimento repudia a exclusividade de pagamento que foi feita apenas para os militares e exige, principalmente, a paridade de pagamento entre os ativos, aposentados e pensionistas”, disse o Sindsaúde em nota.

Com informações de Tribuna do Norte

Fonte: Portal Grande Ponto

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