quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

RN tem 172 espécies de animais ameaçadas de extinção; veja quais

 

                                                     CRÉDITOS. DIVULGAÇÃO IDEMA.

O Rio Grande do Norte tem 172 espécies de animais ameaçadas de extinção. É o que aponta a primeira lista oficial elaborada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), divulgada na edição desta quarta-feira (28) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Segundo o Idema, as espécies são da fauna silvestre nativa, residentes ou migratórias, que ocorrem naturalmente no Rio Grande do Norte, abrangendo ambientes terrestres, aquáticos continentais, costeiros e marinhos, incluindo o mar territorial e a zona costeira adjacente.

Veja, mais abaixo, algumas espécies que estão na lista:

Animais marinhos classificados como Criticamente em Perigo:

  • peixe-serra (Pristis pectinata);
  • tubarão-martelo (Sphyrna lewini);
  • mero (Epinephelus itajara);
  • tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea);
  • peixe-boi-marinho (Trichechus manatus)

Fauna terrestre e continental:

  • ararajuba (Primolius maracana);
  • gavião-de-pescoço-curto (Leptodon forbesi);
  • jacucaca (Penelope jacucaca);
  • ema (Rhea americana);
  • perereca-da-caatinga (Pseudopaludicola jaredi).

A lista completa pode ser acessada no site do Idema.

As espécies avaliadas foram enquadradas nas categorias Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU), conforme critérios compatíveis com os adotados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ajustados às especificidades ecológicas, territoriais e socioambientais do Rio Grande do Norte.

A portaria publicada no DOE também estabelece diretrizes para proteção, conservação, manejo e recuperação da fauna silvestre.

De acordo com órgão, as espécies classificadas nas categorias de ameaça passam a ser consideradas prioritárias para ações de conservação no estado.

O documento também prevê restrições à captura, perseguição, transporte, comercialização e destruição de habitats -- salvo nos casos autorizados pelo órgão ambiental competente, como pesquisas científicas, ações de manejo, programas de reprodução e atividades de educação ambiental.

Para a elaboração do documento, o Idema contou com atuação de diversos pesquisadores da UFRN, UERN, UFERSA, entre outras instituições, que avaliaram, com base em dados científicos disponíveis, diferentes grupos de animais silvestres.

Segundo o Idema, essa lista passa a ser obrigatoriamente considerada nos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelo órgão.

Segundo o Instituto, a identificação de espécies ameaçadas em áreas de empreendimentos poderá resultar na exigência de estudos ambientais específicos, adoção de medidas que reduzem ou compensem o impacto, imposição de algumas condições ou até no indeferimento do pedido.

Com informações de g1 RN


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