terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Família brasileira é retirada de voo em Paris após disputa por assentos na classe executiva

 

                                                               CRÉDITOS. REPRODUÇÃO.

Uma família baiana foi retirada de um voo da Air France no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, após um impasse envolvendo assentos na classe executiva. O episódio ocorreu na madrugada da última quarta-feira (14), no voo AF562, que seguiria da capital francesa para Salvador, e passou a ser marcado por versões conflitantes entre os passageiros e a companhia aérea.

As informações foram relatadas ao g1 por Ivan Lopes, que viajava com a esposa e duas filhas no retorno de uma viagem pela Europa. Segundo ele, o trajeto de volta ao Brasil teve início em Milão, na Itália, com conexão em Paris. No check-in para o trecho Paris–Salvador, a família recebeu a oferta de upgrade da classe econômica premium para a executiva, pelo valor de 399 euros por passageiro. O grupo aceitou a proposta e pagou, ao todo, 1.596 euros.

Já no portão de embarque, a família foi informada de que o upgrade de uma das passageiras — uma das filhas de Ivan — não poderia ser mantido, sob a justificativa de um problema técnico no assento 7L. De acordo com o passageiro, ao entrarem na aeronave foi constatado que a falha estaria em outra poltrona, a 5L, enquanto o assento 7L, indicado no cartão de embarque da filha, estava ocupado por um passageiro francês, que, segundo ele, seria funcionário da própria companhia.

Ivan afirma que, ao questionar a situação, a família foi exposta a constrangimento diante dos demais passageiros. Ele relata ainda que o comandante do voo teria adotado uma postura exaltada, com gritos direcionados à esposa e à filha, o que agravou o conflito. Em seguida, o grupo foi retirado da aeronave com o apoio de policiais armados.

Segundo o relato, após o desembarque, a família não recebeu realocação imediata em outro voo nem assistência adequada. Funcionários da Air France teriam informado que os passageiros causaram prejuízos à empresa e que, caso quisessem viajar no dia seguinte, precisariam adquirir novas passagens. Diante do impasse, a família decidiu comprar bilhetes em outra companhia aérea, também na classe executiva, seguindo orientação jurídica. As bagagens, ainda segundo Ivan, demoraram cerca de duas horas para serem liberadas.

O empresário estima um prejuízo total de aproximadamente 16 mil euros, valor que deverá ser objeto de ação judicial contra a Air France. A quantia incluiria as passagens adquiridas junto à companhia francesa, o custo do upgrade, a compra de quatro novos bilhetes em outra empresa aérea, além de gastos com alimentação e transporte entre aeroportos. “O que vivenciamos não foi apenas um transtorno de viagem, mas uma situação humilhante, traumática e desproporcional, que expôs uma família e, especialmente, uma criança a sofrimento emocional desnecessário”, afirmou.

Em nota enviada ao g1, a Air France confirmou o desembarque do grupo, mas apresentou versão distinta. Segundo a companhia, a tripulação decidiu retirar quatro passageiros “indisciplinados” do voo para garantir a segurança e o bom andamento da viagem. A empresa informou que um dos assentos da classe executiva estava inoperante e que, por esse motivo, o upgrade adquirido no dia da partida não pôde ser honrado para um dos passageiros, sendo o lugar destinado a um cliente que havia comprado originalmente a passagem na classe executiva.

Questionada sobre o motivo de o assento inoperante não ter sido atribuído a outro passageiro, a Air France afirmou que a medida segue a política de venda de upgrades da empresa e que, em situações como essa, o upgrade pode ser cancelado, com posterior reembolso ao cliente.

A companhia declarou ainda que ofereceu à família assentos na classe econômica premium para que todos viajassem juntos, conforme os bilhetes originais, mas que os passageiros optaram por manter três lugares na classe executiva e um na cabine inferior. De acordo com a nota, já a bordo, os passageiros teriam reagido de forma “extremamente exaltada” e mantido comportamento inadequado, mesmo após explicações e pedidos do comandante para que se acalmassem.

Com informações de g1 e Agora RN

Fonte: Portal Grande Ponto

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