Ney Lopes
A urna eletrônica completa 30 anos de existência neste 13 de maio de 2026, consolidando-se como um dos símbolos mais importantes da modernização do nosso processo eleitoral. Desde a sua estreia no Brasil, nas eleições municipais de 1996, reduziu o prazo de apuração para apenas algumas horas e se transformou em sinônimo de eficiência, segurança e sigilo do voto. Um dos maiores equívocos políticos do ex-presidente Bolsonaro é ainda questionar a legimitidade da urna, quando até hoje nunca foi comprovado nenhum caso de fraude.
A implantação definitiva desse sistema se deu ao longo das décadas de 1980 e 1990, com a progressiva informatização da justiça eleitoral. Ano após ano, a urna se afirma como um símbolo da nossa democracia.
A urna no mundo
A informatização da votação no Brasil substituiu os episódios de corrupções, desde o Império. Há registros, por exemplo, de adulteração durante a preparação das urnas de lona, quando cédulas já preenchidas eram depositadas nas caixas. Era comum também a substituição de urnas de lona vazias por outras repletas de cédulas preenchidas.
Pelo menos 30 países adotam ou já utilizaram algum tipo de votação eletrônica. O Brasil, no entanto, implementou essa tecnologia em caráter pioneiro. A Índia e os Estados Unidos usam urnas digitais, mas apenas em partes do território. Na Europa, países como Bélgica e França também utilizam, mas em menor escala.
Evolução das urnas
Em 4 de outubro próximo, mais de 150 milhões de brasileiros, voltarão às urnas eletrônicas para o 1º turno das eleições gerais. Se necessário, o 2º turno será realizado no dia 25 de outubro. Desde sua criação, a urna eletrônica passou por diversas atualizações tecnológicas, tanto em seu hardware quanto nos softwares.
A cada eleição, novas funcionalidades são incorporadas, acompanhando os avanços da tecnologia da informação e reforçando os princípios de sigilo, celeridade e integridade do voto. Possui segurança única no mundo, com uso de criptografia avançada, lacres físicos reforçados e sistemas que só funcionam no próprio equipamento.
Justiça eleitoral insubstituível
O processo eleitoral brasileiro desperta grande curiosidade pelo mundo. O fato de um país com dimensões continentais anunciar os resultados das eleições poucas horas após o encerramento da votação gera interesse internacional. Por essa razão, o Brasil vem recebendo, ao longo dos anos, missões técnicas, autoridades eleitorais e convidados.
A curiosidade maior se concentra no código-fonte da urna, o sistema de identificação dos eleitores, estratégias de combate à desinformação, entre outros.
O mais significativo nas comemorações dos 30 anos da nossa urna eletrônica é que todo o processo foi construído dentro do TSE. Uma conquista do Brasil e vitória dos brasileiros. Agora, chega a inteligência artificial, que deve ser inovação compreendida como instrumento de apoio, útil para tornar a atividade jurisdicional mais eficiente. Isso jamais significará, que a máquina substitua a tarefa de julgar. A missão da justiça eleitoral em prol da nossa democracia é permanente e insubstituível.
Curtinhas
Filme
“Dix Pour Cent” – NETFLIX Série. Funcionários da agência de talentos ASK, lidam diariamente com situações complicadas e defendem sua visão do negócio. Enquanto lutam para salvar o escritório precisam sobreviver ao selvagem mundo das celebridades, no qual risos, emoções, transgressões e lágrimas colidem constantemente.
Frase
“Ao sair de casa peça proteção. Ao voltar agradeça a Deus”.
Getúlio Rego
Uma excelente notícia vem do Oeste: Getúlio Rego disputará uma vaga na Assembleia Legislativa. Volta para onde nunca deveria ter saído, salvo para uma posição mais relevante. Homem público correto e competente do Estado. Boa sorte!
Talento premiado
O conterrâneo Geraldo Melo Filho é o novo Secretário de Agricultura do estado de SP. Escolha pessoal do governador Tarcísio de Freitas. Justo prêmio ao talento de um jovem técnico, com visão política moderna.
Ousadia de Trump
É incrível a ousadia do presidente Trump. Somente enxerga interesse econômico imediato. Isso explica, porque ele volta a cobiçar o Canadá, que deseja fazer o 51° estado norte-americano. O país é dono da terceira maior reserva de petróleo, após a Venezuela e Arabia Saudita.
Novo Irã
Mohammad Reza Pahlavi, último Xá da Pérsia, vive no exílio, desde a queda de seu pai na Revolução Islâmica de 1979. Seu nome voltou ao centro do debate, apontado por alguns como uma possível liderança para um novo Irã.
BID na frente
A Tesla cede seu trono como a principal fabricante mundial de carros elétricos para a BYD em mais um ano marcado pela queda nas vendas
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