Ney Lopes
Após início de campanha com o senador Rogério Marinho candidato ao governo do Estado em 2026, ontem, 21, uma reviravolta colocou o ex-prefeito de Natal como candidato lançado, o que sempre foi a aspiração dele.
Sou amigo e admirador de Álvaro Dias, que sempre me tratou com distinção.
Por isso, a notícia alegrou-me. Analisarei a sua escolha e o panorama político estadual em artigos próximos.
Hoje, desejo destacar um tema, que causa concordâncias e discordâncias.
Trata-se da “sorte” na trajetória do político.
Sem negar os méritos pessoais e competência demonstrada, Álvaro Dias é um político de “sorte”.
Ele confirma máxima do professor e jornalista Robert H. Frank, autor do livro “Sorte e Sucesso”, que diz: “Trabalhar duro e ter talento não é o suficiente. É preciso ter sorte”.
Em 2016, após tensões, o então deputado Henrique Alves “fincou o pé” e indicou para vice prefeito de Natal, na chapa do primo Carlos Eduardo, um líder da região do Seridó, deputado Álvaro Dias.
A indicação surpreendeu, mas em política “quando se quer se pode”.
Brilhou a “sorte” de Álvaro.
Dois anos depois, o prefeito Carlos Eduardo afastou-se para disputar o governo e Álvaro Dias assume a Prefeitura de Natal, realmente uma dádiva política. Álvaro fez excelente administração, o que não invalida destacar a sua “sorte” para na PMN demonstrar talento.
Em relação a eleição de 2026, sem mandato, Álvaro enfrentou dificuldades, até de correligionários.
Muitos amigos começavam a preocupar-se com o seu futuro político.
De repente, tudo muda. Confirmam-se os estudos de pesquisadores como Robert Frank que mostram a “sorte” considerada estatisticamente o fator de desempate entre os melhores.
Agora, só resta desejar a Álvaro Dias que a “sorte” lhe conduza à vitória na disputa do governo do RN
Uma palavra de alerta
Jamais concordaria com aqueles que irresponsavelmente detratam o STF, até em favor da sua extinção. Alinho-me entre aqueles que preservam a instituição, como um pilar da Democracia, o que não impede o direito de análises, prós e contra o comportamento dos membros da Corte, exigindo explicações públicas.
Ultimamente, o Supremo tem tomado decisões polêmicas, com notória interferência em outros poderes, ao invés de limitar-se a interpretação técnica da Constituição. Tais decisões geram debate sobre os limites entre o judicial e o político. Além disso, fatos concretos ocorrem com frequência, debilitando a imagem institucional do órgão.
Exemplos
Citem- se como exemplos: presença em inaugurações de obras e recepções com políticos e investigados; regras de auto blindagem, em relação aos membros; ordens para abrir inquéritos e condução pessoal das investigações; edição de regras típicas de leis, inclusive censura; declaração de poder político, ao invés de poder moderador; declaração pública de que “derrotamos o bolsonarismo”, o que caracteriza posição político partidária; parcerias tácitas com o Executivo para somar votos em certas decisões; aliciamento pessoal de ministros para interferir nas votações do Congresso; guerra fria" com o Legislativo tomando decisões sobre emendas parlamentares (orçamento secreto) e projetos aprovados; decisões monocráticas, levando a divergências profundas sobre temas cruciais; limitações excessivas de ações policiais e outros.
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