Foto: Heitor Gregório
Falar de trânsito em Natal não pode se resumir a discutir uma licitação de transporte público ou a ensaiar soluções pontuais como a implantação de patinetes elétricos. Esses temas são importantes, mas não resolvem o verdadeiro desafio que a cidade enfrenta: a mobilidade urbana como um todo.
Quem precisa circular nos horários de pico sabe bem do que se trata. Em alguns dias da semana, por exemplo, o trajeto entre o Aeroclube e o Nordestão da Avenida Salgado Filho, no período entre 18h e 20h, pode levar até 30 minutos — ou até mais — em um congestionamento que parece não ter fim.
Quando esteve à frente da Prefeitura, Álvaro Dias chegou a avançar no projeto de construção de uma trincheira no cruzamento das Avenidas Salgado Filho e Alexandrino de Alencar. Porém, o tema acabou sendo arquivado e, até hoje, não houve continuidade nem surgiram alternativas concretas na atual gestão.
É preciso tratar a mobilidade urbana como política pública estratégica, com planejamento de longo prazo, integração entre diferentes modais, investimentos em transporte coletivo eficiente e intervenções viárias que façam diferença. Enquanto isso não acontecer, Natal continuará parando, e os cidadãos pagando a conta com seu tempo, sua produtividade e sua qualidade de vida.
Mais do que urgente, essa é uma pauta inadiável.
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