Créditos: Reproduo TV Integração
O estudante Diogo Marques contou ao Fantástico que, após beber gin com energético, acordou sem enxergar e com forte dor de cabeça. Ele ficou três dias internado e exames confirmaram a presença da substância em seu sangue. Um amigo, Rafael, está em coma desde 1º de setembro, em estado grave e sem fluxo sanguíneo cerebral.
Outro caso envolve Rhadarani Domingos, que perdeu a visão após consumir três caipirinhas de vodca. Ela foi intubada e chegou a convulsionar na UTI, segundo familiares.
As bebidas foram compradas em uma adega conhecida. A polícia apreendeu garrafas de gin no local, encaminhadas para perícia, mas a origem da contaminação ainda é investigada.
A Vigilância Sanitária de São Paulo e o Centro de Investigação Toxicológica da Unicamp confirmaram seis casos de intoxicação por metanol, com três mortes, e apuram outros dez. O Ministério da Justiça informou que os episódios ocorreram em ambientes sociais, envolvendo gin, uísque e vodca.
O metanol, usado como solvente, se transforma em substâncias tóxicas no corpo, podendo causar cegueira, convulsões e morte. Sintomas incluem alterações visuais, dor de cabeça intensa, mal-estar persistente, ataxia, náuseas e convulsões.
A Secretaria Estadual da Saúde alerta para fiscalização e recomenda que consumidores adquiram apenas bebidas legalizadas, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. O governo federal classificou os casos como fora do padrão, exigindo resposta rápida das autoridades sanitárias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário