Ney Lopes
Agiu bem a diplomacia brasileira, confirmando o princípio de que em matéria de política de Estado “nada acontece por acaso”.
Conforme revelações do jornal Estado de São Paulo, o encontro de Trump e Lula recentemente em Nova York foi planejado, intencional e estratégico.
Existe um clima contencioso entre os dois, que a cada dia se agrava.
Enquanto isso, a economia sofre, de lado a lado, ferindo o interesse público.
Era necessária uma saída honrosa. O vice-presidente Geraldo Alckmin, Jamieson Greer, Mauro Vieira e Richard Grenell do Itamaraty, desenvolveram uma negociação secreta, que permitiu abrir o diálogo e cooperação, com o objetivo de promover o entendimento entre os dois chefes de estado em litígio.
Conversas secretas
Nessas conversas secretas, foi explicado não haver intenção na gestão Lula de rivalizar ou desafiar os EUA.
O chanceler brasileiro teria reforçado que, dentro do BRICS, o Itamaraty atuou para balancear e minimizar o viés antiocidental.
Lula afastou-se de Maduro (e não reconheceu a eleição fraudada em 2024); o País não aderiu à Nova Rota da Seda, mesmo sob pressão chinesa, exatamente por alinhamento geopolítico, estratégico com o ocidente.
A parceria comercial do Brasil com a China vincula-se a interesses econômicos, pois representa mais de 30% das exportações nacionais.
Os emissários agiram com aval dos presidentes Lula e Trump e mantiveram canais abertos para indicar a “boa disposição” de ambos a um possível diálogo.
Desde o início, a diplomacia brasileira tinha plena consciência de que existem dois tipos de Trump.
Há o Trump público e agressivo, que aparece em discursos; e o Trump privado e presencial, que frequentemente é avesso a conflitos e ávido por conciliar em interações individuais ou menores.
Ajuda a Bolsonaro
Lula tem dito que Trump tomou decisões por estar mal-informado sobre o Brasil.
O encontro servirá para esclarecimentos recíprocos.
Um dado político permanece em suspense: a ajuda de Trump ao “amigo Bolsonaro” será esquecida, ou, o “jogo de interesses” econômicos e políticos, manipulado pelos dois presidentes, terminará por “abrir uma porta”, que permita contemplar Bolsonaro?
Mais difícil do que Trump encontrar fórmulas que não abandonem Bolsonaro, foi Lula unir-se a Alckmin para disputar a presidência.
Alckmin comparou Lula a um “ladrão de carros” e disse que no governo federal havia uma “sofisticada organização criminosa”.
Lula rebateu dizendo: “Não é à toa que esse governador tem apelido de picolé de chuchu. É insosso, como se fosse comida sem sal. Nunca fala de nenhum problema do estado”.
Mesmo em circunstâncias tão conflituosas, Lula e Alckmin se aliaram.
Por que o mesmo não poderá acontecer entre Trump, Lula e o próprio Bolsonaro?
Curtinhas
Filme
O Ônibus Perdido – Apple TV -História real. Um motorista de ônibus escolar arrisca sua vida para salvar uma professora e seus alunos de um incêndio mortal. Enquanto a paisagem da cidade de Paradise é destruída pelo fogo descontrolado, Kevin e Mary entram numa batalha para salvar 22 crianças de um terrível e assustador inferno. Essa é a história de um ato de heroísmo e da união necessária para ultrapassar as situações mais impensáveis e adversas.
Frase
“Amor é fogo que arde sem se ver” — Luís Vaz de Camões
Retificação
O filme "A 2000 Metros de Andriivka" não é exibido na plataforma “Itaú Cultural Play”. Fica retificada a informação anterior da coluna. É exibido nos cinemas, até agora.
População mundial
As Nações Unidas preveem que a população mundial atingirá os 9,7 bilhões em 2050 e aumentará ainda mais para 10,4 bilhões em 2100
Copa do mundo
O presidente Trump sugeriu aos repórteres que ele transferiria as partidas da Copa do Mundo masculina de 2026 para longe das cidades-sede dos EUA, que são "até um pouco perigosas". Seattle e São Francisco são algumas dessas cidades.
Crise do Flu
Renato Gaúcho demitiu-se do Fluminense. Não aguentou as críticas da torcida. Fez um bom trabalho. O problema do time não é o técnico. Foi a saída de Arias, centro avante que sustentava a equipe. Até agora, ninguém o substituiu.
Na França menos pobres
A França tem 14% de pessoas pobres (em comparação com 17% em média na União Europeia) e 13% de pessoas modestas (em comparação com 12% na União Europeia).

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