A Refinaria de Petróleo de Cabinda entra em funcionamento no dia 1 de Setembro, marcando a conclusão da primeira fase de construção e o arranque do processo de comissionamento, etapa que antecede a produção comercial inicial estimada em 30 mil barris por dia.
De acordo com uma nota de imprensa, a produção e comercialização de combustíveis – como gasóleo, querosene de aviação (Jet A1), fuelóleo pesado e nafta – deverá começar dentro de aproximadamente três meses, após a realização de testes de processamento necessários para garantir os padrões de qualidade.
O investimento na primeira fase da refinaria foi avaliado em 473 milhões de dólares, dos quais 38 milhões foram disponibilizados pelos parceiros e 335 milhões resultaram de financiamento sindicado. A unidade terá capacidade final para processar até 60 mil barris diários, estando a produção de gasolina prevista para fases posteriores do projecto.
A entrada em operação desta unidade vai reduzir de forma significativa a importação de produtos refinados, com impacto positivo imediato na factura cambial do país e no reforço da segurança energética. O abastecimento do mercado interno será a prioridade, ficando os eventuais excedentes destinados à exportação.
Durante a construção, foram criados mais de 3.300 postos de trabalho, a maioria preenchida por angolanos. Em paralelo, foram realizadas 14 milhões de horas/homens em formação e lançado o Projecto Kuma, que prevê capacitar mais de cinco mil pessoas em 12 meses. As comunidades locais também beneficiaram de iniciativas sociais nas áreas da educação, saúde e desenvolvimento comunitário.
A fase seguinte do projecto já está em preparação, com mais de seis milhões de dólares investidos em engenharia básica e licenciamento de tecnologia, etapas que antecedem o concurso para a construção.
A Refinaria de Cabinda resulta de uma parceria público-privada entre a Sonangol e a Gemcorp, com governança partilhada sob supervisão do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás. O financiamento contou com o apoio de instituições como AFC, Afreximbank, BADEA, IDC e BFA, que deverão continuar a apoiar as próximas fases.
O início tardio do funcionamento da refinaria foi justificado pela complexidade do projecto, agravada pelos efeitos da pandemia da Covid-19 e pelas perturbações nas cadeias globais de fornecimento. Apesar desses desafios, a primeira fase foi concluída com sucesso.
Por:Sandra Elliott/Foto:Divulgação
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