Sandro Castro, neto de Fidel Castro, tem causado indignação ao ostentar um estilo de vida luxuoso nas redes sociais. Com 123 mil seguidores, ele publica vídeos em iates, carros importados e festas exclusivas em Havana — realidade distante da maioria dos cubanos, que sobrevive com menos de US$ 25 por mês.
Relatório do Observatório Cubano dos Direitos Humanos aponta que a pobreza extrema atingiu 89% da população no fim de 2024. Enquanto isso, Sandro exibe refeições importadas, bebidas caras e debocha dos apagões e da escassez, usando músicas de reggaeton.
A postura tem gerado revolta popular e críticas até dentro da família: o tio Alex Castro o chamou de “batata podre”. Apesar disso, o governo de Miguel Díaz-Canel não comentou o caso. Especialistas apontam que a renda de Sandro pode vir de negócios noturnos e do uso de sua imagem nas redes.
O contraste é gritante: Cuba encolheu 1,1% em 2024, acumulando cinco anos de recessão. Apagões duram até 20 horas, a inflação segue alta, e milhares de cubanos continuam deixando o país. Críticos dizem que Sandro se tornou símbolo da desigualdade entre a elite e a população.
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