quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Empresa oferece plataforma para negócios estrangeiros se estabelecerem na América Latina

 

 

Segundo Amanda Martins, fundadora da LatAm Trampoline, o mercado latino-americano é grande e possui uma oferta de soluções tecnológicas menor quando comparado a outras regiões, uma oportunidade para startups de outros países ganharem tração sem ter muita competição.

 

A América Latina possui 660 milhões de habitantes e US$ 6 bilhões de Produto Interno Bruto (PIB). Se a região fosse um país, seria a terceira maior economia do mundo. O relatório da Atlântico sobre transformação digital na américa latina identificou que apenas 1,8% do PIB da região vem das empresas de tecnologia. Especificamente no Brasil, essa taxa sobe para 3%, mas continua muito abaixo da Índia, por exemplo, onde empresas do setor tecnológico representam 11% da riqueza, ou dos Estados Unidos, com 64%.

Os países da América Latina, embora tenham culturas bem características, também são adeptos de novidades vindas do exterior. No Brasil, por exemplo, uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que 65% das pessoas passaram a fazer mais compras em sites e aplicativos estrangeiros em 2021, um indicativo de que, cada vez mais, tendências que vêm de fora são vistas como uma novidade pelos consumidores. E foi diante desse contexto que a empresária Amanda Martins fundou, em fevereiro deste ano, a LatAm Trampoline, plataforma que ajuda startups estrangeiras a lançarem seus produtos na América Latina.

“Quem nunca viajou para o exterior e viu uma solução interessante, que poderia muito bem existir no Brasil? Com a LatAm Trampoline, nós conseguimos chamar a atenção dos empreendedores e explorar a expansão para a América Latina e, principalmente, para o Brasil. A nossa missão é estudar as tendências nos principais hubs de tecnologia do mundo e avaliar quais têm potencial para se desenvolver no nosso país. Também sou acionada por muitas empresas que estão interessadas no mercado, mas precisam de ajuda para driblar as burocracias, entender diferenças culturais, localizar o produto e superar a barreira do idioma”, afirma Martins.

A LatAm Trampoline oferece serviços baseados em três pilares para seus clientes: a viabilidade de negócios, a estratégia de entrada no mercado e o lançamento de operações. Isso envolve desde a pesquisa de mercado e o estudo sobre questões fiscais até a contratação de parceiros, fornecedores e equipes de marketing latino-americanas, facilitando que empresários de fora naveguem as diferenças tributárias, contábeis, culturais e mercadológicas da América Latina.

Desde a sua fundação, a LatAm Trampoline já ajudou 18 startups interessadas em expandir para a América Latina. É o caso da GoWizi, uma logitech de Portugal que ajuda grandes distribuidoras a selecionar um operador last-mile, ou seja, que transporta produtos do centro de distribuição até o destino final, fazendo entregas mais rápidas a um custo menor.

“Constantemente, nós também recebemos delegações de startups estrangeiras interessadas em conhecer o Brasil e fazer networking, pois pertencem a setores de negócios de alta demanda na região, tais como energia renovável, mobilidade, crypto, segurança, beleza, varejo, automação, agro, educação e saúde.”

Soluções estrangeiras costumam ter bom desempenho no Brasil em razão da falta de concorrência e pelo fator novidade. No entanto, se as especificidades locais não forem analisadas e endereçadas de maneira correta, o produto ou serviço recém-chegado pode ter um ciclo de vida bastante curto. Em 2021, o governo federal anunciou que atingiu um número recorde de 36 empresas estrangeiras solicitando a instalação no Brasil. Desde então, esse número tem escalado exponencialmente, uma vez que o processo de abertura de filiais de empresas estrangeiras foi simplificado, com o tempo médio de concessão de autorização caindo de 45 dias para três.

De acordo com Martins, o processo de lançamento de uma marca estrangeira em mercados da América Latina pode demorar um mês ou um ano. Segundo a especialista, tudo depende do modelo de negócio. Para uma empresa de SaaS B2B, por exemplo, que é 100% digital, o processo pode ser extremamente rápido, enquanto um marketplace B2C, que demanda um setup de operações no mundo físico, pode envolver etapas mais complexas. Em geral, a recomendação é que a operação inicial seja o mais simples possível, pois uma estrutura enxuta é mais barata e também dá mais flexibilidade para adaptações.

“O ecossistema de empreendedorismo no Brasil está se desenvolvendo rapidamente. Mas, de acordo com o Global Innovation Index 2022, ainda ocupamos a 54ª posição em termos de desenvolvimento de inovação. Suíça, Holanda, Singapura e Alemanha estão entre os dez países que mais produzem inovação no mundo. Mas todos esses celeiros são nações pequenas. Nesse cenário, o Brasil se configura em um país atrativo para expansão, o que chamamos de Oceano Azul: um mercado grande, sem competidores.”

Sobre a LatAm Trampoline:

Fundada por Amanda Martins, especialista em liderar o desenvolvimento de novos negócios, a LatAm Trampoline é uma plataforma de estratégias que promove o lançamento de startups estrangeiras na América Latina, oferecendo um suporte completo para ajudar empresas a entenderem as complexidades de cada país e expandir seus negócios em um novo mercado. Site: https://www.latamtrampoline.com/


Milka Verissimo
milkaverissimo@gmail.com
(11) 95761-2703


Nenhum comentário:

Postar um comentário