Nos primeiros oito meses de 2023, as contas
públicas do governo federal tiveram um rombo de R$ 104,6 bilhões. De
acordo com o levantamento do Tesouro Nacional, o pior resultado para um
primeiro ano de mandato presidencial.
O déficit indica que o governo gastou mais do que arrecadou no
período. O dado agrega estatísticas do Tesouro, Banco Central
e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Histórico
Em
seus dois primeiros mandatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) entregou um saldo positivo nas contas nos oito primeiros meses. Em 2003, o
resultado foi um superávit de R$ 107,8 bilhões. Em 2007, o desempenho foi ainda
melhor, de R$ 129,2 bilhões. Os dados já estão atualizados pela inflação.
A conjuntura econômica atual é bastante distinta da observada naquela
época.
Antes
de começar o 3º mandato, em dezembro de 2022, Lula precisou negociar com o
Congresso a aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para
elevar os gastos em até R$ 168 bilhões neste ano.
O
objetivo era garantir a manutenção de políticas sociais, como o Bolsa Família,
e outras ações básicas para o funcionamento das políticas públicas, que haviam
sido turbinadas por Bolsonaro mediante uma série de manobras às vésperas da
eleição.
O ministro da Fazenda Fernando Haddad tenta promover o que ele
chama de recomposição da base fiscal do Estado, com medidas para elevar a
arrecadação. Os resultados têm sido até aqui mais tímidos do que o inicialmente
projetado pelo governo.
Em
agosto, por exemplo, a arrecadação teve a terceira queda seguida na comparação
com igual mês de 2022, o que acendeu um alerta na equipe econômica.
Terra

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