Atender aos direitos de crianças e adolescentes é prioridade de todos. Esse todos abrange, segundo o artigo 277 da Constituição Federal, a família, a sociedade e o Estado. É aí que você, jornalista, entra na conversa, como um agente com papel social fundamental.
A vigilância na prática diária do jornalismo, sabemos, deve ser constante. Ainda mais se sua pauta, reportagem ou apuração envolver crianças de alguma forma.
Pais e mães encarcerados, violência em comunidades, mães que não podem trabalhar porque não têm onde deixar seus filhos, escolas fechadas e sem distribuição de merenda, falta de saneamento básico... Poderíamos dar muitos exemplos para mostrar que sua pauta pode, direta ou indiretamente, envolver direitos que são assegurados para as crianças. E essas são questões com as quais você pode se deparar na cobertura envolvendo a Justiça.
Mais um exemplo: será que a lei determina que as crianças sejam tiradas dos pais caso estejam em situação de rua? Será que o juiz acerta quando afasta a criança desses pais e a coloca em uma instituição?
Algumas respostas não estão dadas pela legislação, mas esta não deixa dúvidas sobre os direitos das crianças. Por isso, a ANDI – Comunicação e Direitos e o Instituto Alana convidam para o lançamento da publicação "Justiça e Primeira Infância — Guia de Referência para a Cobertura Jornalística", que acontece no dia 26 de janeiro.
Neste guia, você encontrará uma apresentação sobre as principais leis e poderá se aprofundar um pouco em alguns temas de destaque, como adoção, encarceramento de mães de crianças, entre outros. A publicação traz também sugestões de pauta, abordagens e dicas coletadas junto a profissionais da Justiça e da Comunicação.
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