sábado, 19 de junho de 2021

Dia Nacional do luto: neurocientista fala em como lidar com o luto, mesmo sem poder ver a pessoa que morreu


Jennifer de Paula <sistemas@mailingimprensa.com.br>

Brasileiro membro da Federação Européia de Neurociências diverge do tradicional em manter a memória sem elaborar o luto 


No próximo sábado, dia 19 de junho, é celebrado no Brasil o “Dia Nacional do Luto”, uma data dedicada à reflexão e aos sentimentos de perda. Desde sempre escutamos que aceitar a morte de alguém obedece a um ciclo quase ritualizado em que a dor sentida tem que ser aglomerada à visão do corpo inerte, frio, sem vida. Esse momento duro e de choque seria especialmente necessário para a aceitação da finitude e daria lugar a um novo ciclo, uma nova estrada sem essa pessoa. Mas a época que vivemos fez com que tal não fosse possível. 


A pandemia da covid-19 afastou-nos dessa parte, afastou-nos da visualização do corpo morte, afastou-nos desse luto palpável. Poderíamos esperar portanto que o ciclo do luto não fosse completado. No entanto, para o PhD, neurocientista, neuropsicólogo e biólogo Fabiano de Abreu, as coisas não tem que ser exatamente assim.


" Eu aceito essas estratégias comumente usadas para aceitar o término. No entanto, eu acredito muito mais no uso da inteligência emocional. Um luto em que a consciência e a razão estão presentes. Não ver o corpo não tem que significar a não aceitação da morte. Está relacionado ao sistema límbico (SL) que se conecta com o córtex pré-frontal (CPF) e este, por sua vez, pode racionalizar e amenizar o SL.", esclarece.


Para Abreu, o não ver o corpo pode até acarretar aspetos positivos.

 

" A perda pode ser melhor aceita quando trazemos à consciência a natureza da morte e a percepção sobre a vida. Não ver a pessoa morta pode se tornar positivo pois vamos reter na memória, as imagens e as vivências boas. É-nos possível fazer um engrama, uma pista neuronal dos momentos bons sem que o momento de choque possa criar um engrama maior de cunho negativo."


O neurocientista não descarta a importância dos passos naturais que são dados quando alguém falece mas ressalva que o saber usar a nossa inteligência emocional pode ser tanto ou mais importante.


" O que realmente importa é que consigamos sentir que somos inteiros depois da partida de alguém. Alcançar um patamar em que ao recordar essa pessoa apenas as boas memórias prevalecem ajudará muito a encontrar o nosso bem-estar. A não presença dói mas recordar o que nos faz amar cura.", conclui.

Por que é tão difícil largar a Coca-Cola?

 

A atitude de Cristiano Ronaldo causou prejuízo de bilhões na Coca-Cola, mas por que ela é tão viciante e causa tanto impacto?


Uma atitude do atacante português Cristiano Ronaldo deu o maior prejuízo para a Coca-Cola. Ao afastar duas garrafas do refrigerante da mesa, durante uma entrevista coletiva, o ato do atleta fez com que a marca tivesse uma desvalorização de 1,6% na Bolsa de Valores, instantes após essa conduta.

 

Além disso, do ponto de vista econômico, a Coca-Cola passou de 242 bilhões para 238 bilhões de dólares. As perdas totais são de 4 bilhões de dólares, segundo assinalou o jornal espanhol Marca. Indo além da questão financeira, uma questão que precisa ser debatida é: Por que é tão difícil deixar de consumir esse refrigerante? Afinal, todo mundo sabe que não é fácil deixar de tomá-la.

 

A resposta é algo muito mais científico do que um simples agrado no paladar gerado pela bebida. Quem explica é o PhD, neurocientista, neuropsicólogo e biólogo Fabiano de Abreu, diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito e membro da Federação Européia de Neurociência: “A Coca-Cola tem ácido fosfórico e cafeína em sua composição, essa combinação tem efeito diurético e faz com que seu corpo acabe eliminando vitaminas e nutrientes”, revela.

 

Além disso, Abreu conta que o refrigerante possui cafeína em sua composição, “e o excesso deste composto químico potencializa a ansiedade. Sabemos que esta quando não controlada pode trazer malefícios diversos, entre eles a depressão. Pessoas ansiosas que buscam nessa bebida a recompensa pela dopamina que ela proporciona, aumenta mais essa inquietação provocando um ciclo que resultará em prejuízos”.

 

Outro detalhe que o neurocientista observa é sobre os efeitos da quantidade de açúcar presente na Coca-Cola no cérebro: “A bebida tem muita quantidade dele e seus picos no sangue são responsáveis por sintomas como: alteração de humor, irritabilidade, confusão mental e cansaço”.

 

Vale lembrar que “o consumo de alimentos ricos em açúcar e carboidratos têm influência negativa sobre os neurotransmissores como a serotonina, responsável pelo humor, está relacionada ao consumo moderado de açúcar. A ingestão exagerada pode prejudicar o funcionamento cerebral acarretando os sintomas da depressão. Além disso, o consumo exagerado de açúcar causa danos nas sinapses do cérebro, prejudicando a conexão neuronal”, completa Fabiano.


Currículo de Fabiano de Abreu Rodrigues

Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/1428461891222558

Como cientista em Portugal: https://www.cienciavitae.pt/portal/en/8316-38CC-0664

Como cientista internacional: https://orcid.org/0000-0002-5487-5852


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